sábado, 30 de novembro de 2019

"A pegada da nossa roupa", in Público

Lemos esta notícia muito interessante na edição de ontem do Público. Os dados apresentados deviam fazer-nos reflectir sobre a questão do consumo sustentável e da poluição associada à produção daquilo que vestimos. O dossier "A (in)sustentabilidade da moda" traz ainda mais informação sobre o tema.


Já tínhamos abordado esta questão neste espaço a propósito do documentário "For the Love of Fashion" de Alexandra Cousteau.


"A indústria têxtil é considerada uma das mais poluentes, desde a produção, fabrico, transporte e uso (lavar, secar e engomar). Os impactos ambientais sentem-se sobretudo ao nível do consumo de água, da erosão dos solos, da emissão de CO2 e dos resíduos e desperdícios resultantes.", é escrito no artigo. 

Infelizmente, sabemo-lo bem por aqui.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

"Quinta da Taberna é o primeiro projecto a pensar «no potencial» dos Passadiços do Mondego", in Rádio Altitude

Lê-se na notícia da Rádio Altitude: "a requalificação da praia fluvial e da zona de lazer da Quinta da Taberna já é um projecto a olhar para um futuro próximo com crescente procura turística".

Tamanha procura turística fará com que os ditos que não caibam nas praias fluviais do Vale do Mondego, rumem às açudes do Noemi. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

"OCDE pede aos governos para não financiarem empresas poluentes", in RTP

"A OCDE recomenda os governos que fechem a torneira dos apoios públicos a empresas que não cumpram objectivos climáticos.", lê-se na notícia.

Ainda não lemos o relatório, mas estamos globalmente de acordo com as declarações de Jorge Moreira da Silva. Contudo, tal como o Governo, parte de um princípio errado e incompleto: estamos em emergência climática, mas esse não é único problema. Há ainda rios poluídos em Portugal. Há ainda empresas que poluem à moda antiga. Acaba por ser também hipócrita: que alternativas existem hoje, por exemplo, ao transporte de mercadorias sem recurso a combustíveis fósseis em Portugal? Sabemos a anedota que é o transporte ferroviário em Portugal. Não me refiro sequer aos países subdesenvolvidos, com populações elevadas a viver na miséria. Que alternativas económicas têm para dar a volta a isso sem ficarem ainda mais pobres.

Existem questões de definição e de semântica por clarificar: para o Governo, as organizações internacionais, Jorge Moreira da Silva, empresas poluentes são aquelas que não cumprem objectivos climáticos. Que usam combustíveis fósseis na sua actividade.Que eventualmente servem carne aos trabalhadores nos seus refeitórios. Poluentes dirão, somos todos nós.

É uma visão que olha para o Mundo a partir do hemisfério norte e que nem aí é rigorosa. Saindo das capitais, há actividades poluentes que o são, por uma questão de modelo de negócio. Por falta de investimento, por ganância ou porque sempre fizeram assim. O que se deveria questionar é se assim fará sentido o negócio que as suporta. Que alternativas existem.

E essas, podem ter apoios públicos? Defendemos que não. 

Devem fechar portas? Defendemos que já passou o tempo da reconversão. As que não se adaptaram devem fechar portas. Já não lugar para empresários do século XIX que vivem à custa do Ambiente.

E quanto a multas? Devem ser muito pesadas e aplicadas a sério. Mas esse dinheiro não pode ir para nenhum cofre, deve ser aplicado na hora na reconversão dos prejuízos causados no local. Deve retornar às populações que foram prejudicadas. 


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Rio Vez: um museu natural em Arcos de Valdevez

"A primeira fase do museu da água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a sede do concelho e a freguesia de Vilela, e que pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes". 

Na notícia lê-se ainda "além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história."

No Verão passado, tive oportunidade de ver como está cuidado o rio Vez, junto a Arcos de Valdevez e como as populações usufruem daquele espaço. 




terça-feira, 26 de novembro de 2019

Dia da Cidade

Noticia a Rádio F, que amanhã será lançada a primeira pedra dos Passadiços do Mondego. Espera-se que seja apresentado o plano de trabalhos e data de conclusão.

Os Passadiços do Mondego e a despoluição do rio Noéme foram anunciados com pompa e circunstância fará amanhã 3 anos. No Noéme houve até agora uma limpeza das margens ao abrigo das verbas atribuídas pelo Ministério do Ambiente na sequência dos grandes incêndios que lavraram o concelho, um caminho que não sabemos se estará concluído (ou seja, se já se pode percorrer na totalidade, saindo por exemplo da Gata em direcção ao Rochoso) contudo, o verdadeiro problema - a despoluição das águas - não foi atacado ainda. Nem se sabe como nem quando vai ser.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

"O "descarregador de tempestade", in Sinais de Fernando Alves

"O repórter Delfim Machado leva-nos, no JN de hoje, ao local onde o rio Selho foi poluído com "milhares de litros de esgoto provenientes de uma tampa de saneamento da empresa pública Águas do Norte", tutelada pelo Ministério do Ambiente. É, desde Setembro, a terceira vez que tal acontece neste afluente do Ave, sempre na freguesia de Aldão."

Deve ouvir-se a crónica completa aqui.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Na morte de José Mário Branco (1942-2019)

Como lembra o Sérgio Godinho no início da canção, o charlatão uma espécie que já não existe. 

Nem charlatães, nem demagogos, nem promessas vãs, acrescentamos nós