quarta-feira, 6 de junho de 2012

"Poluição do rio Noéme com fim à vista" - "A Guarda"

Notícia da edição de 31 de Maio do jornal "A Guarda". Pode ler-se aqui.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia Mundial do Ambiente

Espero que no próximo ano se possa festejar devidamente este dia junto ao rio Noéme.

domingo, 3 de junho de 2012

Reacções

As minhas notas em relação ao início das obras da estação elevatória da Quinta da Granja:

1. Satisfação. Tardou, mas começam finalmente as obras e espera-se terminem definitivamente com um dos maiores pontos negros do rio Noéme.

2. Preocupação. A conjuntura económica do país não é a melhor e tenho o receio que a qualquer momento a obra possa ser interrompida adiando mais uma vez a resolução do problema. Vamos esperar que tal não aconteça.

3. Alerta. Esta obra vai resolver o principal ponto de descargas poluentes no rio Noéme. Público e conhecido de todos. Haverá outros? Se os houver têm de ser descobertos, denunciados e punidos. Queremos um Noéme limpo da nascente até ao rio Côa.

4. Responsabilidade. Os cidadãos têm de ser exigentes com as entidades que nos governam. Uma cidadania activa e esclarecida pode resolver de facto problemas. O que se passou no rio Noéme ao longo destes vinte anos não pode voltar a acontecer nunca mais. Em relação ao Noéme ou em relação a outros problemas.

5. Esperança. Em breve o rio Noéme voltará a ser um lugar aprazível. E um lugar para sonhar.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Guarda: Câmara iniciou construção de estação elevatória de águas residuais para despoluir o rio Noéme (LUSA)

Guarda, 25 mai (Lusa) - A Câmara da Guarda anunciou hoje o início do processo de construção de uma estação elevatória de águas residuais para despoluir o rio Noéme e corrigir uma situação que se arrasta há cerca de três décadas.  
  
Segundo o vereador Vítor Santos, responsável pelos serviços municipalizados da autarquia, o projeto, com um prazo de execução de 180 dias, vai resolver o problema da poluição naquele curso de água afluente do rio Côa.  
  
O autarca disse à agência Lusa que o equipamento, orçado em cerca de 200 mil euros, integra a construção de uma estação elevatória na Quinta da Granja, nas proximidades da aldeia de Gata, nos arredores da cidade, e de uma conduta para ligação à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de S. Miguel.  
  
"Está a ser feita a conduta, seguindo-se a fase de construção da infraestrutura da estação elevatória", que vai encaminhar os efluentes de uma unidade de  lavagem de lãs para a ETAR, adiantou Vítor Santos.  
  
A Câmara da Guarda, que assume o encargo financeiro da obra, tenciona apresentar uma candidatura a fundos comunitários "logo que seja possível", explicou.  
  
O rio Noéme é um afluente do rio Côa e atravessa várias localidades dos concelhos de Guarda, Sabugal e Almeida.  
  
A poluição daquele curso de água começou em finais da década de 1980 e tem preocupado autarcas, ambientalistas e moradores.  
  
Márcio Fonseca, um jovem natural da aldeia de Rochoso, Guarda, tem sido o rosto mais visível na luta pela despoluição do rio Noéme, tendo já criado um blogue (www.cronicas-do-noeme.blogspot.com) e lançado uma petição pública a alertar para o estado daquele curso de água.  
  
O defensor da despoluição do Noéme reagiu hoje com satisfação ao início da construção da obra que visa retirar efluentes poluidores do rio.  
  
"É uma notícia positiva e será, ainda mais, quando se verificar que o rio está despoluído", disse.  
  
Acrescentou que a obra é "relativamente pequena face a outras, mas resolve um grande problema", desejando que em breve aquele curso de água "possa voltar a ser como era antigamente".  
  
O presidente da Junta de Freguesia do Rochoso, banhada pelo rio Noéme, Joaquim Vargas, disse à agência Lusa acreditar que o problema vai estar "resolvido a curto prazo", esperando que o período de execução do projeto seja respeitado e não ocorram atrasos.  
  
"Gostaria muito de ver o vale do Noéme  1/8com cerca de 15 quilómetros de extensão 3/8 todo cultivado e a produzir produtos hortícolas para abastecimento da população da cidade" da Guarda, declarou.  
  
 Joaquim Vargas apontou que o país "não se pode dar ao luxo de ter terrenos como aqueles, que não são tratados e estão completamente abandonados, porque as águas do rio não podem ser utilizadas" para rega.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

"M' espanto às vezes outras m' avergonho..." (Sá de Miranda)

Sabemos que a parte pública da obra que pode resolver o problema do Noéme custa 97399,09 euros e que já está adjudicada. Não sabemos quando começam as obras.

Não sabemos quanto custa a parte privada da obra que pode resolver o problema do Noéme (nem temos de saber). Sabemos que o rio continua a ser poluído e às vezes esquecemo-nos que isso só acontece porque há poluidores.

Sabemos que os poluidores infringem a lei. Não sabemos porque a lei se deixa infringir.

Sabemos que face à gravidade do problema e aos benefícios incalculáveis que se obtêm dessa obra, 97399,09 euros até parece um valor pequeno. Não sabemos afinal porque é que 97399,09 euros é um valor assim tão grande.