terça-feira, 26 de setembro de 2017

Sugestão de leitura: "A vida secreta das Árvores"

Para reflexão nos intervalos da campanha:


Os candidatos no blogue da Associação Recreativa de Vila Mendo

O blogue da Associação Cultural de Vila Mendo publicou entrevistas a alguns candidatos à Câmara da Guarda. O "Sol da Guarda" também refere a entrevista a Álvaro Amaro. Ficam aqui as respostas que deram quando questionados sobre a poluição do rio Noéme:

Álvaro Amaro (PSD):

"Rio Noéme. A sua despoluição vai ser efectiva?"

Tem de ser efetiva a despoluição do Rio Noéme e do Rio Diz tal como a Construção dos Passadiços no Mondego.
É estruturante para uma cidade aproveitar melhor o seu meio ambiente e os recursos hídricos.
Temos os estudos em fase adiantada e por isso já não são apenas intenções e muito menos promessas.

Eduardo Brito (PS):


"Rio Noéme. O que pensa fazer concretamente para resolver o problema da sua poluição?"

O Rio Noéme e o Rio Diz que são o espelho da capacidade do executivo municipal do PSD são assuntos aos quais daremos total prioridade e são para resolver definitivamente nos primeiros dois anos de mandato. Uma cidade como a Guarda não pode conviver com situações de poluição desta natureza.

Jorge Mendes (BE):


"Rio Noéme. O que pensa fazer concretamente para resolver o problema da sua poluição?"

O Bloco de Esquerda compromete-se a obrigar a Câmara Municipal da Guarda a identificar e fazer o mapeamento dos vários focos de poluição existentes no rio Noéme de forma a poder apresentar um plano devidamente estruturado que resolva de uma vez por todas este problema ambiental, devolvendo o rio às populações. É preciso fazer cumprir os valores máximos de descarga admitidos, agir de uma forma muito dura para com a(s) empresa(s) poluidora(s).

Carlos Canhoto (CDU):


"Rio Noéme. O que pensa fazer concretamente para resolver o problema da sua poluição?"

Um dos principais pontos do nosso programa é a despoluição do Rio Noéme e de outros rios e linhas de água do concelho, bem como a devolução do rio Noéme e de outras linhas de água à população, valorizando as suas margens e meio envolvente, e promovendo projectos de lazer e de aproveitamento económico sustentável do ponto de vista ambiental. Para tal, há que, em primeiro lugar, identificar os focos de poluição e, em conjunto com as entidades competentes a nível do poder central, punir os responsáveis e impedir que a poluição continue. Tem havido um muro de silêncio, um certo medo de apurar responsabilidades por parte do poder autárquico.





segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gabriel Garcia Márquez, repórter, poderia estar a escrever sobre a campanha na Guarda

"Úrsula mal havia cumprido o seu resguardo de quarenta dias, quando os ciganos voltaram. Eram os mesmos saltimbancos e malabaristas que haviam trazido o gelo. Em contraste com a tribo de Melquíades, tinham demonstrado em pouco tempo que não eram arautos do progresso, mas sim mercadores de diversões. Inclusive, quando trouxeram o gelo, não o anunciaram em função da sua utilidade na vida dos homens, mas como uma mera curiosidade de circo. Desta vez, entre muitos outros jogos de artifício, traziam um tapete voador. Não o ofereceram, porém, como uma contribuição fundamental para o desenvolvimento dos transportes, e sim como um objecto de recreação. O povo, evidentemente, desenterrou os seus últimos tostões para desfrutar de um voo fugaz sobre as casas da aldeia."


Ainda sobre o debate

Ainda sobre o debate da passada semana:

1. Mais alguns detalhes sobre o estudo do projecto de despoluição do rio Noéme. Valor anunciado de 1 milhão de euros. Sem datas nem planeamento.

2. O vereador Sérgio Costa diz que sabe quem são os poluidores e que não é só a fábrica. Desafiado a dizer quem são, diz que não diz porque são privados mas denuncia a ETAR do Torrão porque é pública. Faz muito mal: essa lógica do posso denunciar o público porque pagamos todos e deixo em paz os privados que me podem custar votos tem de acabar.

3. O vereador Sérgio Costa também não disse se já foram denunciados às autoridades ou se vão continuar a poluir mesmo depois da intervenção no rio Noéme.

4. O vereador Sérgio Costa também não disse se somos todos nós contribuintes que vamos pagar para que os poluidores privados ponham fim às descargas poluentes.

5. O vereador Sérgio Costa levantou a voz quando o apertaram sobre a limpeza das bermas das estradas municipais em pleno Verão mas não esclareceu sobre se a Câmara Municipal da Guarda vai assumir as responsabilidades pelos incêndios do concelho, nomeadamente o do Rochoso.


domingo, 24 de setembro de 2017

"Debate temático: Ambiente, urbanismo e gestão do território [CDU, CDS/MPT e PSD], in Rádio Altitude

Pode ouvir-se aqui o debate temático sobre Ambiente transmitido na Rádio Altitude e que contou com a presença dos representantes das candidaturas da CDU, CDS/MPT e PSD. Foi um bom debate, onde se discutiram as coisas realmente importantes.

Apraz-me ouvir que a poluição do rio Noéme é agora tema de campanha. Não o foi em anteriores campanhas. O debate foi interessante, tocaram-se nos pontos certos mas faltaram datas para os compromissos de despoluição do rio.

O representante da candidatura do PSD foi o actual vereador responsável por estes pelouros. No seu quase monólogo inicial mostrou ter a lição bem estudada, os nomes das ribeiras sabidos, o nome dos poluidores (que não divulgou... apenas a ETAR do Torrão "por ser público", disse), os caminhos que ligam as aldeias, as açudes e que se fosse só a conduta da Gata já estaria resolvido ("já!"). Sobre a limpeza das bermas da estrada diz que foi feito um investimento único e um exemplo para o País mas confrontado pela representante da candidatura do CDS sobre o período do ano em que tal tarefa foi executada não respondeu.

Pertinentes e bem preparadas as intervenções dos representantes das candidaturas do CDS e CDU. Boa a pergunta "porque não se punem os poluidores se são conhecidos?" Levantada e bem a questão da limpeza das bermas em época proibida devido ao risco de incêndios.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quercus: Iniciativa “Bandeiras negras pelo Noéme” | 23 de setembro



(Clicar nas imagens para ampliar)


Novamente a pegada ecológica

Pondo de lado a poluição do rio Noéme e outros atentados ambientais como foram o abate das árvores levado a cabo no mandato que está a terminar, qual é a pegada ecológica da Câmara Municipal da Guarda?

De que forma o seu funcionamento afecta o Ambiente e a sustentabilidade dos recursos ambientais?

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Pegada ecológica de uma campanha eleitoral

Já alguém calculou a pegada ecológica de uma campanha eleitoral?

Quanto custa ao Ambiente a deslocação de pessoas e bens, os brindes em plástico, o lixo produzido, o gasóleo gasto, as emissões de carbono?

Fazendo um exercício básico, só para exemplo, usando este simulador:

No comício de ontem do Rochoso de Álvaro Amaro, assumindo que toda a comitiva se deslocou num só carro a gasóleo (quase de certeza não aconteceu) e que a distância (ir e voltar) é de 33,4 Km...


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O presidente-candidato no Rochoso


Tenho pena de não estar presente para obter resposta às questões que ao longo de 4 anos lhe fui colocando sem nunca ter tido resposta. Pode ser que o faça agora e seria importante que não saísse de lá sem dar resposta às seguintes questões:

- Quando terminarão as descargas poluentes na conduta da Gata (não me refiro a proclamações genéricas de despoluição do rio Noéme e muito menos de construção dos Passadiços do Mondego, que gosta muito de referir em conjunto). Uma data concreta que possa ser escrutinada é o que se pede.

- Quais os termos do acordo assinado entre Câmara Municipal da Guarda, Águas do Zêzere e Côa e Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares e enviado à ARH Norte. Que pedi por diversas vezes e nunca foi tornado público.

- Responsabilidades sobre o incêndio do Rochoso (Julho de 2017).

Com respostas claras sobre estes temas, daria por bem empregue a sua ida ao Rochoso. Tudo o que for diferente disto será perda de tempo.

Ainda a Feira Farta

Imagine-se o que seria de farta esta feira, se a capacidade produtiva do Vale do Noéme não estivesse destruída devido à poluição do rio Noéme?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

No dia da Feira

Sábado, dia de Feira Farta, assim se encontrava a envolvente da conduta poluidora na Gata: cheiro a podre, rio quase seco, lamas viscosas e vegetação a ocultar o crime.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ser e Estar

Que sirva de cábula aos estudantes que agora começam as aulas:


- A Guarda está farta da poluição do rio Noéme.

- O rio Noéme é farto em poluição.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Instalação de rede secundária de faixas de gestão de combustíveis

A "Instalação de rede secundaria de faixas de gestão de combusticeis" custou ao Município da Guarda 280 500,01 euros. Foi o único contrato que encontrei no Portal dos Contratos Públicos, não se se haverá outros.


Pode ler-se aqui, o que são as faixas de gestão de combustíveis. As redes secundárias são da responsabilidade municipal.


(Clicar na imagem para ampliar)


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Que falta fazem

Que falta faz, nestes dias que não sabemos bem o que são, o olhar lúcido e corajoso de Manuel António Pina.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Incêndio do Rochoso (6)

Em que é que isto se traduz para os proprietários que tiveram prejuízos incalculáveis e que já apresentaram essa lista às entidades oficiais?

"Concelho da Guarda abrangido pelo Fundo de Emergência Municipal, em virtude dos incêndios", in Terras da Beira


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Apresentação dos programas eleitorais de PSD e PS

Venham daí esses papéis assinados para vermos o contrato que nos propoem, o que nos propunham há quatro anos e que não cumpriram e o que pensam fazer em relação ao rio Noéme. "Despoluição do rio Noéme" é demasiado vago: queremos acções e datas. Até às eleições seria bem-vindo o fecho da conduta que despeja na Gata.

Podem ouvir-se as notícias aqui e aqui.

sábado, 2 de setembro de 2017

Programas eleitorais

Recomendo aos candidatos que estejam a preparar os seus programas eleitorais a leitura deste livro. Que leiam o que dizem estas pessoas e pensem no assunto. Talvez depois se deixem das parangonas e das ideias feitas que atiram às pessoas. 

(Está disponível na Biblioteca Eduardo Lourenço e à venda na Livraria Municipal e na Alquimia do Paladar).


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Incêndio do Rochoso (5)

Veja-se o caso de um Cidadão que não perde tempo com as politiquices que entretêm os dirigentes locais e vai à luta nas grandes questões. Tem sido assim quando se trata da poluição do rio Noéme, é-o agora com a questão dos incêndios que assolaram o concelho da Guarda. Lesado, como praticamente todos fomos, procura Justiça. Justiça que não encontra, nem esclarecimentos, nem responsabilidades.  É meu tio, é um exemplo de Cidadania. 

Eis a carta que enviou à Comunicação Social relatando as suas diligências. Da Câmara Municipal, mais preocupada com as fotos no Facebook, nenhuma resposta:

***

Data: 2017-08- 15

Assunto: Incêndio ocorrido no Rochoso no dia 17-07- 2017

Em referência ao assunto supracitado informo o seguinte:

1. Acompanhei as notícias publicadas nos diversos órgãos de comunicação social e fiquei surpreendido que cidadãos e responsáveis autárquicos (Câmara Municipal da Guarda e Freguesia do Rochoso) tivessem criticado os Bombeiros e a Protecção Civil que, de forma voluntária, fizeram o possível e o impossível para proteger pessoas e bens. Fica-nos bem agradecer-lhes publicamente o esforço.

2. Fiquei ainda mais surpreendido que não tivessem ainda sido assumidas responsabilidades pela origem do incêndio (recordo que saíram notícias na comunicação social que afirmavam ter sido o incêndio provocado por uma empresa que limpava as bermas da estrada municipal). Por acção ou omissão as entidades oficiais são responsáveis pois no mínimo, deveriam ter proibido esses trabalhos nessa época do ano. Eu próprio, no passado, vendo trabalhos semelhantes serem feitos nesta época contactei a Protecção Civil e os mesmos foram interrompidos. Não há portanto desculpas por parte das entidades que nos governam.

3. Num período de seca com a que se tem verificado no ano de 2017 a Câmara Municipal anuncia projectos de milhões para a despoluição do rio Noéme. O rio teve intervenções através dos projectos de limpeza das galerias ripícolas estando as suas margens limpas em toda a sua extensão, continuando poluídas as suas águas. Para se resolver o problema bastará destruírem a conduta municipal localizada na Gata (sobejamente conhecida) onde são despejados os efluentes. Não envolve qualquer custo, o Inverno fará o resto e poderemos ter um rio limpo na próxima Primavera sem milhões mas com tostões.

4. Do exposto nos pontos anteriores, concluo que tais situações não são dignas de um País dito Europeu. Que País é este?

5. Anexo as cartas que enviei pela empresa de que sou responsável para a Câmara Municipal e a GNR pedindo responsabilidades. Da GNR obtive o número do processo que os lesados deverão consultar no Tribunal da Guarda (NUIPC 134/17.4GBGRD), da Câmara Municipal o silêncio de sempre. É este o respeito que lhes merecem os Cidadãos da Guarda.


Atenciosamente,
Joaquim Vargas

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

"Presidente da Águas do Vale do Tejo não confirma valor da dívida da Câmara da Guarda: «é um problema entre accionistas", in Rádio Altitude

Este senhor está enganado, não é um problema entre accionistas: é um problema dos Cidadãos da Guarda que irão pagar a factura.

Não querer esclarecer é apanágio desta entidade. Recorde-se o epísódio do pedido de documentação que aqui relatei.

E aí é problema de quem? do poluidor, da Câmara Municipal, da Águas do Vale do Tejo? Não, mais uma vez é poblema dos Cidadãos da Guarda.

(Pode ouvir-se a notícia aqui)


sábado, 26 de agosto de 2017

Debate dos candidatos na RTP3

Acabo de ver na RTP3 o debate dos candidatos à Câmara da Guarda. 
Carlos Adaixo e Carlos Canhoto levaram a despoluição do Rio Noéme ao debate, no âmbito das suas propostas, mesmo sem serem questionados sobre o assunto pelo entrevistador. Trata-se do maior problema ambiental do concelho e devia ser tema central da campanha eleitoral.
Na intervenção final Álvaro Amaro ainda referiu o "grande" projecto dos passadiços do Mondego (para dar um ar ambiental) e a correr a despoluição dos rios sem chegar a dizer os seus nomes. É que há palavras que parecem queimar.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Incêndio do Rochoso (4)

Conforme noticiado na edição desta semana do Terras da Beira, a GNR (em resposta a um produtor) indicou o NUIPC (Número Identificador Único de Processo Crime) do processo que os lesados nos incêndio do Rochoso poderão consultar. 

Não sei se as entidades públicas que deveriam estar ao serviço dos Cidadãos já o fizeram por isso aqui fica. O NUIPC é o 134/174GBGRD. Julgo que para acesso ao processo os lesados deverão levar os documentos comprovativos da posse dos terrenos ardidos.


(Clicar na imagem para ampliar)


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Incêndios no concelho da Guarda (1)

"O incêndio de Fernão Joanes que tem estado hoje a lavrar começou devido a uma limpeza das bermas da estrada com moto-roçadoiras ou alfaias agrícolas, uma actividade ilegal nesta altura do ano". Quem o disse foi Madalena Ferreira, correspondente da SIC na Guarda no Jornal da Noite daquele canal.

Já o incêndio do Rochoso tinha começado da mesma forma segundo Jorge Esteves correspondente da RTP, num directo para o programa Especial 3 da RTP3 no dia 17 de Julho. Confirmado também em declarações transmitidas na Rádio Altitude no dia seguinte pelo presidente da junta de freguesia daquela localidade.

- Serão situações normais?
- Coincidências?
- A culpa é dos Bombeiros e da Protecção Civil?
- Não há respostas?
- As autoridades oficiais ainda estão a banhos?
- Desta vez tiveram a gentileza de convidar  a Câmara da Guarda para o briefing do posto de comando?
- Responsabilidades?

"Guarda tem «condições excelentes» para prática de pólo aquático, diz seleccionador nacional", in Rádio Altitude

Nas açudes do rio Noéme.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

"Álvaro Amaro pede explicações ao Comandante Distrital de Operações de Socorro", in A Guarda (27/7/2016)



Voltando ao incêndio do Rochoso:

Diz o título da notícia que Álvaro Amaro pede explicações ao Comandante Distrital de Operações de Socorro e a notícia desenvolve nesse sentido. No final, uma nota que quase passa despercebida e que não tinha lido ainda em mais lado nenhum:

" O vereador Joaquim Carreira questionou sobre as causas do incêndio, se terá sido originado quando estava a ser feita a limpeza de terrenos com equipamentos mecânicos, mas Álvaro Amaro disse que “compete às autoridades investigar”."

Muito bem o vereador Joaquim Carreira. Esse tema saiu das notícias, mesmo que no próprio dia e no seguinte tenha sida afirmada a causa do incêndio e os responsáveis pelo mesmo (conferir notícia da Rádio Altitude e do programa da RTP3).

A culpa, neste caso, de solteira não tem nada. Têm de se tornar públicos os maridos, os amantes e os amigos. Todos.





sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Argumentário: entrevista a Carlos Canhoto na Rádio Altitude

Com bastante atraso, os destaques da entrevista de Carlos Canhoto (candidato da CDU à Câmara da Guarda) na área da política ambiental do concelho:

- Despoluição do rio Noéme,
- Devolução dos rios à população.
- Limpeza e reflorestação do concelho.
- Revitalização da Quinta da Maúnça.

Diz e bem, que durante quatro anos este executivo camarário não teve nenhum interesse pela questão do rio Noéme e que a CDU levou esse assunto à Assembleia Municipal várias vezes e nunca foram escutados.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Roubo de porta escancarada e às claras

É este tipo de oportunidades que poluidores e Câmara Municipal da Guarda nos tem roubado.


(Rapoula do Côa)


(Vale das Éguas)




quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Incêndio do Rochoso (3)

Vou querer ver uma capa de jornal apontando a origem do incêndio e os seus responsáveis.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

RTP na Volta

Vi há bocadinho o tempo de antena do presidente-candidato na RTP. Falava que não sabia muito bem como vender o Ar da Guarda mas que sabia muito bem que os turistas tinham de o aproveitar (cito de cor).
Esperei 5 minutos que dissesse o mesmo da Água. Sobre como aproveitar as Águas da Guarda, nomeadamente aquelas que todos nós bem sabemos. Águas essas que por agora estão privatizadas, só servem a alguns.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"A realização dos direitos sociais é uma batalha que nunca está ganha", in Público

"Damos certas coisas por adquiridas e só as valorizamos quando se tornam ameaçadas. [A água] Não era tema" - Catarina de Albuquerque

Uma excelente entrevista a Catarina de Albuquerque sobre Água e Direitos Humanos. Na Guarda destroem este valioso recurso.



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Promessas na apresentação das listas do PSD (in Rádio Altitude)

"Despoluir os rios Noéme e Diz e construir os Passadiços do Mondego são outras das ideias do atual autarca da Guarda. No caso do Rio Noéme a intervenção permitirá também criar ao longo do curso hídrico aquilo que designa por «ecovia do Noéme e do Massueime», o nome da ribeira que nasce junto à zona baixa da Guarda e segue na direcção no concelho de Pinhel. A ideia é ligar dois extremos do concelho, entre o Rochoso a Avelãs da Ribeira, através de um percurso para prática de ciclismo e desportos de natureza, com uma extensão de mais de 40 quilómetros, que acompanhará as linhas de água do Noéme, do Diz e do Massueime." - promessa do presidente-candidato Álvaro Amaro.



Qualquer promessa do presidente-candidato que envolva a despoluição do rio Noéme só poderá ser levada a séria se até às eleições a conduta municipal que despeja os efluentes industriais na Gata for destruída. 

O mesmo digo em relação aos candidatos-a-presidente: qualquer promessa que envolva a despoluição do rio Noéme deve vir acompanhada do número de dias, após a tomada de posse, que demorará a ser fechada a conduta se forem eleitos.


Pode ler-se/ouvir a notícia da Rádio Altitude aqui.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Se o Mundo Rural fosse um Banco

 - Haveria dinheiro com fartura para salvar  as nossas aldeias, o ambiente, a agricultura de proximidade, o campo e as tradições.

- Já teria vindo uma tróica de alemães, franceses e holandeses tomar conta dos nossos campos.

- Em nome do risco sistémico seriam feitas leis, decretos e tudo o mais para salvar o mundo real, nem que para isso se continuasse a dinheiro a quem o destruiu.

- Em vez de políticos oportunistas profissionais teríamos tecnocratas a mandar nas nossas aldeias/cidades.

- O queijo, os enchidos e o vinho seriam "privatizados" - oferecidos - a entidades estrangeiras.

- Os rios poluídos, as florestas ardidas e os campo inférteis ficariam por nossa conta.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ainda sobre o incêndio do Rochoso

Se num primeiro momento se ouviu falar na Comunicação Social na causa do incêndio que deflagrou no Rochoso, passada uma semana e voltando o tema às notícias, o assunto passou e ficaram por dar (por agora) as explicações devidas. E há muitas a dar.

Do que li e ouvi não fiquei esclarecido e pelo contrário vi armas apontadas à "coordenação dos bombeiros e protecção civil". Da minha parte, respeito mais um bombeiro que faça, mesmo que pouco, alguma coisa na frente de fogo do que burocratas e oportunistas políticos cujo único incómodo seja regular a temperatura do ar condicionado no gabinete.

Oportunistas profissionais e malabaristas (estes brincam igualmente com o fogo, embora não estejam no circo) conseguiram mais uma semana sem que se fale nas responsabilidades do incêndio. Hão-de vir a terreiro.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Uma imagem que é uma metáfora do País


No Rochoso, tentando aceder a uma funcionalidade da TV da Vodafone. 

Tirando na altura da cobrança de impostos, é assim mesmo que Lisboa vê o Interior.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sobre o incêndio do Rochoso

Se se confirmar que a origem do incêndio que lavrou no Rochoso no dia 17 de Julho foi uma operação de limpeza de bermas da estrada (conferir a notícia do correspondente da RTP no programa Especial3 sobre incêndios, transmitido na RTP3 nesse mesmo dia e depoimentos na notícia da Rádio Altitude de dia 18 de Julho)  sobram as seguintes perguntas:

1. Os responsáveis foram presentes à Justiça?

2. Havia autorização para se fazer esse trabalho, nesta época e em dia de "alerta laranja"?

3. Nenhuma autoridade fiscalizadora sabia, viu-os trabalhar e mandou parar a intervenção?

4. Que tem a dizer a Câmara Municipal da Guarda, dona da empreitada?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Novelas, novelos, teias e folhetins

Resumindo que este assunto já vai longo:


1. A Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares ainda não encaminha os seus efluentes para a ETAR de São Miguel e não há prazo previsto para isso acontecer.

2. Três entidades (Águas do Zêzere e Côa, Câmara Municipal da Guarda e Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares assinaram uma carta cujo desenvolvimento e implementação permitiria o adequado tratamento dos efluentes.

3. A Águas do Zêzere e Côa fez um estudo sobre o tipo de efluentes que serão tratados e respectivas quantidades.

4. Enviaram essa carta à ARH Norte.

5. Solicitei os documentos à Águas do Vale do Tejo, Câmara Municipal da Guarda e ARH Norte.

6. A Câmara Municipal da Guarda não respondeu.

7. A Águas do Vale do Tejo responde que devem ser pedidos à ARH Norte.

8. A ARH Norte não os divulga porque não é autora e por isso devem ser pedidos à Câmara Municipal da Guarda ou à Águas do Vale do Tejo.


Que escondem esses documentos? Porque são mantidos em segredo?

Chegados a este ponto, devemos pressionar para que sejam tornados públicos e sugiro que todos enviemos emails a estas entidades solicitando-os. Os documentos em causa são os seguintes:

- Estudo inicial sobre os efluentes da Sociedade Textil Manuel Rodriges Tavares efectuado pela ex.AdZC (Águas do Zêzere e Côa), em Agosto de 2011

- Carta subscrita pela ex-AdZC, Câmara Municipal da Guarda e a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, e remetida em 04/11/2010 à autoridade competente para este assunto, a ARH-Norte


Os endereços de email com quem tenho estado a contactar:

A montanha até pode parir um rato, mas numa Democracia madura não há documentos secretos nem respostas por dar aos Cidadãos.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

E agora a ARH Norte

Segui a indicação da Direcção de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Vale do Tejo e pedi a documentação que pretendo divulgar à ARH Norte.


Obtive muito rapidamente resposta negativa dessa entidade referindo que como não é autora da documentação não a pode divulgar e sugere que a peça à ex.Águas do Zêzere e Côa e às outras entidades. Respondi que a Águas do Zêzere e Côa já não existe e que foi a Águas do Vale do Tejo que me indicou que lhe solicitasse essa informação. Acrescentei também que escondiam informação, não resolviam o problema de poluição do rio Noéme e não estavam ao serviço dos Cidadãos.

Responderam, talvez ofendidos:

"Como deve entender, a ARH do Norte não tem como principio divulgar informação que não lhe pertence. Penso se é uma regra básica…"

"A ARH do Norte rege-se por princípios de proteção ambiental, mas tem regras de conduta…"

Claro que para não haver equívocos os informei que divulgaria neste blogue toda a nossa troca de informação. Sobre condutas... poderíamos ter uma longa conversa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O SMAS enganou-se

No seguimento dos pedidos de informação que fiz por estes dias, contactei também o SMAS Guarda (esta semana) porque esta entidade tem pendente de resposta um email meu de 11 de Agosto de 2015, reforçado a 30 de Dezembro de 2015 sobre esta mesma situação.

Neste último email reforcei o pedido de esclarecimento anterior e solicitei os dois documentos que tenho estado a referir nos posts anteriores. Sem resposta, como é hábito. 

Mas ao reler os emails anteriormente trocados verifiquei que na única informação que esta entidade prestou a 11 de Agosto de 2015, negou a existência de qualquer protocolo entre a Câmara Municipal da Guarda, a Águas do Zêzere e Côa e a Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares:

"6 – Salienta-se que não temos conhecimento de ter sido feito qualquer protocolo.", refere no email que me enviou.

Ora chame-se-lhe acordo, protocolo, contrato, minuta, memorando ou carta, temos agora confirmação da existência de um papel assinado entre as partes que estabelece os termos da transferência de efluentes da fábrica para a ETAR de São Miguel. Urge ser revelado este documento.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sobre as respostas da Águas de Lisboa e Vale do Tejo

1. À terceira foi de vez. Afinal o servidor de email não estava avariado.

2. A constante referência à ex.AdZC (Águas do Zêzere e Côa) faz crer que tudo o que foi feito antes ficou anulado com a extinção dessa empresa.

3. Se tudo foi feito pela Águas do Zêzere e Côa, que contributo deu a Águas de Lisboa e Vale do Tejo para resolução deste problema? Não voltou a haver reuniões sobre este assunto?

4. No ponto 3 do email da Águas do Vale do Tejo é referido:

"A ex.AdZC comprometeu-se a receber e a tratar adequadamente os efluentes na ETAR de S. Miguel, o que só poderá acontecer após a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA adequar o seu pré-tratamento, por forma a enquadrar-se nos parâmetros exigíveis que a ETAR tem capacidade de receber, sendo fundamental assegurar o efetivo cumprimento sistemático desses requisitos, sob pena de se poder colocar em causa todo o sistema de tratamento da ETAR."

Juntando a esta conversa um email do SMAS de Agosto de 2015 onde nos é referido que: "A empresa, Têxtil Manuel Rodrigues Tavares – TMRT, pediu um tempo de adaptação ao sistema referido acima mencionado, dado que, estavam a instalar novos equipamentos na sua EPTAR, pelo que continuamos a aguardar os ajustes definitivos, que serão efetuados no mais curto espaço de tempo."

O mais curto espaço de tempo. Já lá vão quase 2 anos. Porquê?

5. Entretanto a Águas de Lisboa e Vale do Tejo é desde Dezembro de 2016 Águas do Vale do Tejo.

6. Porque não divulgam os documentos e passam a responsabilidade à ARH Norte?

7. Quando foi decidido que a sede da Águas de Lisboa e Vale do Tejo ficaria na Guarda (em Julho de 2015) logo foi esta empresa classificada como a maior da Guarda. Contudo a resposta a um problema da Guarda, é dada pela Direcção de Comunicação e Educação Ambiental com morada no Nº 54 da Avenida da Liberdade em Lisboa.

8. Quantas pessoas da Águas de Lisboa e Vale do Tejo trabalham efectivamente na Guarda e o que fazem ao certo?



domingo, 2 de julho de 2017

Resposta da Águas de Lisboa e Vale do Tejo ao email de 30 de Maio de 2017

Em resposta às questões que nos colocou passamos a informar:


1. Os efluentes da empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares já estão a ser reencaminhados para a ETAR de São Miguel através da Estação-Elevatória Quinta da Granja?

Os efluentes ainda não estão a ser encaminhados para a ETAR de São Miguel.

2. Há alguma data prevista para o início dessa operação?

Não existe nenhuma data prevista para o início desta operação.

3. Qual o ponto de situação deste processo?

A ex.AdZC comprometeu-se a receber e a tratar adequadamente os efluentes na ETAR de S. Miguel, o que só poderá acontecer após a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA adequar o seu pré-tratamento, por forma a enquadrar-se nos parâmetros exigíveis que a ETAR tem capacidade de receber, sendo fundamental assegurar o efetivo cumprimento sistemático desses requisitos, sob pena de se poder colocar em causa todo o sistema de tratamento da ETAR.

4. Já foi feito o estudo sobre o tipo de efluentes que serão tratados e em que quantidades? 

Foi efetuado estudo inicial pela ex.AdZC, em Agosto de 2011.

5. Os protocolos assinados entre a Águas do Zêzere e Côa, Câmara Municipal da Guarda e Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares são públicos? Como posso obtê-los para divulgação pública?

Os termos do acordo entre as partes, cujo desenvolvimento e implementação permitiria o adequado tratamento dos efluentes desta indústria e a consequente melhoria da qualidade da água do rio Noéme, foram consubstanciados numa carta subscrita pela ex-AdZC, Câmara Municipal da Guarda e a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, e remetida em 04/11/2010 à autoridade competente para este assunto, a ARH-Norte.

domingo, 25 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Eduardo Brito na Rádio Altitude

Na entrevista à Rádio Altitude, Eduardo Brito diz (sobre o Ambiente): "a questão da preservação do ambiente, há alguém mais interessado do que nós na Guarda em preservarmos a qualidade do nosso ambiente? Embora não tenhamos sido tão céleres nos exemplos que hoje temos dos rios Diz e Noéme, que sistematicamente passam de ano para ano e não se resolve o problema. A competência do município deve ser total, acompanhada dos respectivos recursos financeiros.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Jorge Mendes na Rádio Altitude

Sobre as questões ambientais refere que no caso do abate das árvores houve falta de sensibilidade e conhecimento que levou à ruptura com o grupo de cidadãos  que se opunha a esse desfecho. Disse fazer ainda parte do programa, no eixo dedicado ao Ambiente, a despoluição dos rios Diz e Noéme, a elaboração de um plano florestal municipal e a revitalização da Quinta da Maúnça.

"O Diz e os saltimbancos", in O Interior


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Rio Noéme e programas eleitorais

Apelo aos partidos que se vão apresentar a eleições que nos seus programas eleitorais quando se refiram a políticas ambientais não usem as palavras redondas do costume. Sobre a despoluição do rio Noéme em concreto queremos saber:

1. O que pensam fazer.
2. Quando.

Sem datas associadas às acções a tomar, não valerá de nada e também aí poderemos aferir da seriedade das propostas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Propaganda, pois claro

Porque é que sempre que o presidente Álvaro Amaro fala do estudo prévio de despolirão do rio Noéme associa sempre no mesmo contexto o projecto de construção dos passadiços do Mondego? Já na sessão de apresentação no Dia da Cidade foi assim, continuou agora na entrevista à Rádio Altitude.


É que não têm absolutamente nada a ver um com o outro. E é preciso que se diga para que as pessoas não sejam levadas ao engano.

Isto é propaganda pois claro, ainda por cima mal disfarçada.

Argumentário: entrevista a Carlos Adaixo na Rádio Altitude

Nesta entrevista, Carlos Adaixo candidato independente à Câmara da Guarda, diz que na componente ambiental a Guarda se deve bater por ter bom Ar e boa Água. Fala na despoluição e limpeza do rio Noéme, na revitalização da Quinta da Maúnça e na implementação de um regulamento municipal para tratamento de Árvores no espaço público.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Álvaro Amaro na Rádio Altitude

Na entrevista a Álvaro Amaro, cujo resumo se pode ouvir aqui, sobre a despoluição do rio Noéme diz que ainda se está no estudo prévio e quando questionado sobre se é para fazer diz que a sua palavra aos olhos dos guardenses valeu 51% do eleitorado... e que em Julho vai apresentar o projecto em Bruxelas para garantir financiamento.

E por aqui ficou. Mais uma mão cheia de nada e outra de coisa alguma.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Olá, alguém responde nesse email?

Há bons hábitos que se perdem: a extinta Águas do Zêzere e Côa respondia a emails e esclarecia quem tivesse questões a colocar sobre, por exemplo, o facto da ETAR de São Miguel não receber os efluentes que são despejados no rio Diz. A entidade que a substitui - Águas de Lisboa e Vale do Tejo - não responde a emails. Terão o servidor avariado?


(carregar na imagem para ampliar)

Já lá vão três mas podiam ser vinte. Nada, nenhuma resposta. Vou passar a reenviá-los mensalmente até o rio estar despoluído. Vou dando notícias, eles é que não.

domingo, 4 de junho de 2017

As grandes causas e as do dia-a-dia

Na semana que passou Trump, presidente dos Estados Unidos da América, rasgou o Acordo de Paris. Provocou a indignação global (e bem!), todos comentámos ou partilhámos algo nas redes sociais sobre o assunto que terá não sabemos bem que consequências.

Mas há também as pequenas causas. Quanto do nosso tempo dedicámos a indignarmos-nos contra a poluição do rio Noéme? É por estar mais perto de nós? Quantos comentários inflamados, indignados contra os Trump da Guarda?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um Water(gate) na Guarda

Tantos presidentes de Câmara conviveram com a poluição do rio Noéme e ainda nenhum caiu. Como é possível que um problema que vem da década de 80 ainda não tenha causado problemas sérios aos detentores do Poder?

Mais, como é que nenhum intuiu ainda que este crime lhe pode trazer graves problemas? Todas as entidades públicas que tratam das questões do Ambiente e da Água neste País, todos os órgãos de soberania conhecem o crime ambiental.

Faz falta um sobressalto cívico que ponha fim a essa percepção de impunidade, a esta falta de medo e de vergonha. Faz falta um Watergate na Guarda.

domingo, 28 de maio de 2017

Leituras de fim-de-semana

A edição de sexta-feira passada no jornal Público traz duas peças sobre temas que me dizem muito e tenho tratado neste blogue e no livro "Guarda os produtos de cá": a preservação do Ambiente e a sustentabilidade dos recursos. De forma diferente ambas nos dizem que estamos a destruir o Planeta. 

A entrevista a Tristram Stuart foca a questão do desperdício alimentar; o segundo artigo conta-nos a vida de Jane Goodall que passou a vida a estudar o comportamento dos chimpanzés. Hoje, corre o Mundo a espalhar a mensagem que "temos de preservar o planeta porque isso é, afinal, preservarmos-nos".

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Candidatos à Câmara da Guarda

Estão apresentados os candidatos à Câmara da Guarda:

Álvaro Amaro - PSD
Carlos Adaixo - CDS / MPT / PPM
Carlos Canhoto - CDU
Eduardo Brito - PS
Jorge Mendes - BE

Venham agora as ideias. E a resposta à pergunta:

"O que fazer à conduta que descarrega efluentes no rio Noéme?"

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Investimento de 7 milhões para levar água a todo o concelho só é comparável ao tempo de Abílio Curto, diz Álvaro Amaro", in Rádio Altitude

A poluição do rio Noéme também já vem desde o tempo de Abílio Curto. Entretanto muito dinheiro foi gasto, muitos focos de poluição resolvidos, entrámos na CEE e no Euro, fomos campeões da Europa e do Festival da Canção mas...

O Rio Noéme continua poluído!

Ler/ouvir a notícia aqui.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Escrito na água" de Paula Hawkins

Para se associar aos festejos do 8º aniversário das "Crónicas do Noéme", Paula Hawkins, autora do best-seller "A rapariga no comboio" lançou o livro "Escrito na água".

"Cuidado com as águas calmas. Não sabemos o que escondem no fundo. Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas. Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida? Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície."

O que está escrito nas águas do rio Noemi? Não sabemos, mas nada está escondido no seu fundo. Está tudo bem à mostra.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Calzedonia - serie Noemi

Para se associar aos festejos do 8º aniversário das "Crónicas do Noéme", a Calzedonia lançou a linha de biquinis "Noemi", muito úteis para os mergulhos do próximo Verão no nosso Rio. Sob o lema: "meet our girl gang".



sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Usam os povos livremente as suas águas" - 8º Aniversário do blogue

"Usam os povos livremente as suas águas", escrevia o pároco do Rochoso no inquérito de 1758 que ficou conhecido como "Memórias Paroquiais". Infelizmente não podem dizer o mesmo os povos do Noemi.

Faz hoje 8 anos que escrevi o primeiro post neste blogue. Longe de mim pensar que houvesse necessidade de o manter durante tantos anos. Constata-se que faz hoje tanta falta como no primeiro dia. Passaram-se três mandatos autárquicos e nenhum dos titulares do cargo mandou fechar a conduta que despeja efluentes no rio Diz.

Este problema só será resolvido quando houver a percepção que as eleições se podem perder por haver um rio poluído na Guarda. De facto, as eleições já não se ganham ou perdem nas aldeias e é por isso imperativo que todos os Cidadãos do Concelho se empenhem nesta luta, reinvidiquem e mostrem ao Poder que este problema (um dos mais graves do Concelho) tem de ser resolvido imediatamente.

Aproxima-se o circo eleitoral, esperamos pela discussão de ideias, mas não apresentem projectos de despoluição do rio que dependam de milhões de euros que não existem. O problema começará a resolver-se no dia em que não haja mais descargas no rio Diz, na conhecida conduta. Vamos ver quem será capaz de assegurar aos Cidadãos da Guarda que essa será a primeira medida do novo mandato.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cartografia da Água (5)

O ribeiro da Quelha corre quase todo o ano, passando-se quando tem muita água a pé. Irriga os lameiros vizinhos, vai ter ao Enchido, é encaminhada pelo campo de futebol até à lavagem e segue para o ribeiro dos Freixos. Zona de abundante água, a paisagem é verde preenchida com muitos freixos.









domingo, 7 de maio de 2017

Cartografia da Água (4)

A Fontinha da Vila é uma presa situada na orla poente da povoação, no caminho dos Lamaceiros. Junto ao caminho, dava de beber aos animais. 



A poucos metros, encontra-se a Lagoa dos Lamaceiros. A paisagem desta zona é constituída por lameiros, alguma terra de cultivo, freixos e carvalhos.






sexta-feira, 5 de maio de 2017