sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um Amigo que parte

Faleceu Mário Martins.

Não o conhecia pessoalmente quando o contactei para que me falasse da "sua" Cooperativa de Camponeses do Vale do Mondego. Recebeu-me generosamente em sua casa. Muitas conversas depois, voltou generosamente a aceitar o pedido que lhe fiz de apresentar publicamente o livro "Guarda os produtos de cá" (fez por estes dias três anos). Encontrávamos-nos amiúde, muitas vezes no TMG.

Camponês entre camponeses, culto como poucos, era sobretudo sobre Agricultura e Natureza que falámos. E do "seu" Vale do Mondego! Frontal, duro e corajoso a enfrentar os poderes, não se poupava a uma luta que considerasse justa. Amigo desta causa, do Noemi pois claro.

Ficamos todos mais pobres. Perde a Guarda um dos seus melhores.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Respostas da GNR - Direcção do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, recebidas no dia 13 de Novembro

Relativamente ao assunto em epígrafe, incumbe-me o Exm.º Major-General Comandante Operacional da Guarda Nacional Republicana de informar que:


1. Desde meados de 2002, é do conhecimento do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) da Guarda, que a empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, efetua descargas diretamente no coletor da CM da Guarda, tendo a referida empresa, entretanto sido alvo de uma contraordenação;

2. Em 2006, foi elaborado outro auto de notícia por contraordenação, por descargas de águas residuais para a via pública e que consequentemente desaguavam diretamente no rio Noéme;

3. Em 2007, a mesma empresa foi novamente fiscalizada e procedeu-se à recolha de uma amostra do efluente para análise, da qual resultaram valores limites de emissão (VLE) superiores aos permitidos por lei, o que levou a que fosse elaborado mais um auto de notícia por contraordenação;

4. Em 2008, a mesma empresa foi objeto de uma nova fiscalização, na sequência da qual, foi mais uma vez recolhida uma amostra para análise, que teve como como resultado, VLE superiores ao permitido por lei, pelo que foi levantado outro auto de contraordenação;

5. Em 07 de Abril de 2011, na sequência de uma denúncia de descargas de águas residuais, o Comando Territorial da Guarda, através do seu NPA, recolheu nova amostra de águas residuais, num “coletor ali colocado pertença da Câmara Municipal da Guarda e que se destina única e exclusivamente a servir a empresa Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares”,pelo que foi “foi contactada a Câmara Municipal da Guarda, na pessoa Senhora Engenheira Filipa, responsável pelo Pelouro Ambiental a qual foi informada que iria ser elaborado auto de notícia por contraordenação”;

6. Em 2013, também na sequencia de uma denúncia, foi mais uma vez identificada uma descarga proveniente da mesma empresa, tendo sido elaborado novo auto de notícia por contraordenação, desta vez por “utilização de recursos hídricos sem o respetivo título”;

7. Em 2015, foi levantado novo auto de contraordenação à mesma empresa e pelos mesmos factos referidos no ponto anterior;

8. Os autos de contraordenação elaborados, são remetidos à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C) para instrução e decisão;

9. Informa-se ainda, que para além dos processos de contraordenação, existem igualmente processos relativos a crimes ambientais, onde a referida empresa é arguida;

10. No decorrer de algumas investigações subsequentes, pode-se afirmar que “a ETAR da firma Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, encontra-se ligada a um coletor público de águas residuais, e descarrega no rio Noéme, este coletor é da responsabilidade da Câmara Municipal da Guarda sem que este possua qualquer tipo de tratamento”;

11. Todavia, é relevante referir que “além das descargas feitas pela citada firma para o coletor municipal, não se consegue aferir se existem outras ligações ao mesmo coletor, pelo que não se consegue provar se as águas residuais em causa resultam apenas da empresa denunciada, pois o resultado da análise efetuada ao coletor municipal indicia que haja o contributo de outro tipo e efluente”.

Questões enviadas à GNR no dia 29 de Outubro

Em debate promovido pela Rádio Altitude na última campanha eleitoral, o vereador Sérgio Costa da Câmara Municipal da Guarda disse que há vários agentes poluidores do rio Noéme e estão identificados. Face a esta informação gostaria de questionar sobre o seguinte:

1. Estes agentes poluidores são do conhecimento do SEPNA?

2. Se sim, foi tomada algum tipo de iniciativa para pôr fim ao problema?

3. Se não são do conhecimento do SEPNA já pediram à Câmara Municipal da Guarda a sua identificação?

4. Que acções concretas desenvolveu o SEPNA em relação à poluição do rio Noéme?

5. Foram aplicadas contra-ordenações ao longo deste ano por descargas poluentes no rio Noéme?


As resposta a estas questões serão publicadas no blogue Crónicas do Noéme.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Porque em campanha eleitoral as palavras não podem ser vãs (1)

Dada a ausência de resposta das entidades contactadas, algumas a 29 de Outubro, começarei amanhã a publicar as questões colocadas.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

"Attero" de Bordalo II

"A sua técnica e particular matéria-prima, conferem-lhe um adicional interesse político e económico, como exemplo (artístico) único de uma desejável economia circular, em que a reutilização se apresenta como procedimento (sustentável) de presente e futuro, em detrimento de uma economia linear, de produção excessiva e descartável"
Lara  Seixo Rodrigues, curadora da  exposição


("Sick world", publicação da foto autorizada pelo autor da peça)

Bordalo II é um artista que faz da rua o seu expositor e do lixo a sua matéria-prima. As suas obras, localizadas um pouco por todo o Mundo, são um manifesto contra o desperdício e a destruição dos recursos do Ambiente. 

Nesta exposição ("Aterro") apresenta a sua obra, desde as peças mais pequenas aos grandes animais, porventura os mais conhecidos do público. Tudo construído com as sobras da sociedade de consumo. Activista, defende que o seu trabalho e a mensagem que pretende veicular através dele, são infelizmente actuais. Porque os recursos do Planeta são finitos.

De visita obrigatória. Para abanar consciências.


Attero
Bordalo II
Rua de Xabregas, 49
04 a 26 Nov '17
Qua. a Dom.
14h - 20h



domingo, 5 de novembro de 2017

Porque em campanha eleitoral as palavras não podem ser vãs

Porque em campanha eleitoral as palavras não podem ser vãs, enviei uma série de questões às entidades que nos governam.

Publicá-las-ei logo que cheguem.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Incêndio do Rochoso (7)

Agora que passou o período de campanha eleitoral e não havendo ainda responsáveis pelo grande incêndio que lavrou no Rochoso em Julho passado, o que já fez a Câmara Municipal da Guarda para ressarcir os proprietários e produtores afectados?

Tanta queixinha na altura por parte do presidente da Câmara por não ter sido convidado para o posto de comando...

Tantas proclamações que os afectados deveriam ser apoiados e ressarcidos...

Recolhida em cada freguesia a lista dos prejuízos...

O que foi feito?

domingo, 29 de outubro de 2017

E agora?

Vi, não me recordo onde, imagens da Barragem do Caldeirão com níveis muito baixos de água. Os mais baixos de sempre dizia-se.

Perante este problema aterrador e com tendência a agravar-se, o que estão a fazer a Câmara da Guarda e as Freguesias para acautelar este recurso? Não deveria haver uma estratégia para a Água?

E cada um de nós, o que estamos a fazer?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

"Por este rio acima", in Fugas (Público)

Podem ler-se estórias de rios na Fugas, suplemento do Público.


domingo, 15 de outubro de 2017

Novo incêndio no Rochoso

Ainda não estão apuradas as responsabilidades do grande incêndio de Julho passado e voltaram as chamas ao Rochoso.

No momento em que escrevo, está a lavrar na zona das Pousadinhas, tendo já ardido a área à volta do Pombal e Pousade. Por enquanto não chegou ainda ao Espinhal, sendo neste momento a única mancha florestal verde no limite da freguesia do Rochoso.




sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Estudo de despoluição do rio Noéme?

Para quando a apresentação e discussão pública do estudo para a despoluição do rio Noéme?

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Agora que passaram as eleições

É hora de recomeçar a trabalhar e o vereador Sérgio Costa denunciar às autoridades (SEPNA, CCDR, Ministério do Ambiente, ARH Norte) os poluidores do rio Noéme. Uma vez que disse saber quem são, e até já divulgou publicamente uma entidade pública, é tempo das autoridades actuarem. Aproveite-se e feche-se também a conduta da Gata.

O tempo da impunidade tem de ter um fim. É hora de se iniciar a efectiva despoluição do rio Noéme.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Debate entre os candidatos à Câmara da Guarda na Rádio F

Pode ouvir-se o debate aqui.

Falou-se pouco do rio Noéme, mas muito bem logo no início a insistência do candidato Carlos Adaixo sobre esta questão e quase no final a referência do candidato Carlos Canhoto.

"Quercus coloca poluição do Noéme na agenda", in O Interior

Pode ler-se a notícia aqui.

Sobre a iniciativa da Quercus e o apoio das Juntas de Freguesia



De louvar a iniciativa "Bandeiras negras pelo Noéme" da Quercus. De louvar também o apoio de algumas Juntas de Freguesia que mostraram estar junto das populações em detrimento da sigla partidária pela qual se candidataram.

Outras optaram por não apoiar fosse por desinteresse, discordância, cobardia, subserviência, amiguismo, ignorância, falta de sensibilidade ou simplesmente por acharem que não é um problema. Provavelmente terão sido coerentes com o que fizeram durante o mandato que está a terminar.

É uma opção tão legítima como apoiar a iniciativa. Esta é a principal bondade das eleições: pôr à escolha dos eleitores prioridades e projectos.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

"Escreva lá no jornal: queremos o nosso rio!", in Diário de Notícias

As gentes de Segura (Castelo Branco) querem o rio Erges de volta. As da Guarda querem voltar ao Noemi.

Pode ler-se a notícia aqui.

"CCDR Centro chumba projecto de ampliação da Coficab da Guarda", in Terras da Beira

A notícia indica que "estão em causa razões ambientais".


"Vamos resolver o assunto e vencer um ou outro burocrata que em vez de ajudar o investimento está para bloquear», salientou Álvaro Amaro."

Ora bem haveria que saber primeiro que razões ambientais são invocadas, porque sabemos muito bem o que tem acontecido na Guarda e neste país quando aquilo a que se chama "o investimento" se sobrepõe ao Ambiente.

Menos afirmações populistas. Mais esclarecimentos.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Grave problema de Geografia

Álvaro Amaro tem a 4ª classe mal feita ou comeu demasiado queijo quando esteve na Câmara de Gouveia: não é que sempre que lhe perguntam pela despoluição do rio Noéme ele responde com os Passadiços do Mondego?

A última vez foi em entrevista ao blogue da Associação de Vila Mendo:

"Rio Noéme. A sua despoluição vai ser efectiva?"

"Tem de ser efetiva a despoluição do Rio Noéme e do Rio Diz tal como a Construção dos Passadiços no Mondego."

Se o PS ganhar

Eduardo Brito disse ao blogue da Associação Recreativa de Vila Mendo que se ganhar o rio Noéme será despoluído em 2 anos.

Se ganhar, o contador neste blogue começará a contar no dia a seguir à tomada de posse.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Sugestão de leitura: "A vida secreta das Árvores"

Para reflexão nos intervalos da campanha (e evitar que se repita o que foi feito no mandato que agora acaba):


Os candidatos no blogue da Associação Recreativa de Vila Mendo

O blogue da Associação Cultural de Vila Mendo publicou entrevistas a alguns candidatos à Câmara da Guarda. O "Sol da Guarda" também refere a entrevista a Álvaro Amaro. Ficam aqui as respostas que deram quando questionados sobre a poluição do rio Noéme:

Álvaro Amaro (PSD):

"Rio Noéme. A sua despoluição vai ser efectiva?"

Tem de ser efetiva a despoluição do Rio Noéme e do Rio Diz tal como a Construção dos Passadiços no Mondego.
É estruturante para uma cidade aproveitar melhor o seu meio ambiente e os recursos hídricos.
Temos os estudos em fase adiantada e por isso já não são apenas intenções e muito menos promessas.

Eduardo Brito (PS):


"Rio Noéme. O que pensa fazer concretamente para resolver o problema da sua poluição?"

O Rio Noéme e o Rio Diz que são o espelho da capacidade do executivo municipal do PSD são assuntos aos quais daremos total prioridade e são para resolver definitivamente nos primeiros dois anos de mandato. Uma cidade como a Guarda não pode conviver com situações de poluição desta natureza.

Jorge Mendes (BE):


"Rio Noéme. O que pensa fazer concretamente para resolver o problema da sua poluição?"

O Bloco de Esquerda compromete-se a obrigar a Câmara Municipal da Guarda a identificar e fazer o mapeamento dos vários focos de poluição existentes no rio Noéme de forma a poder apresentar um plano devidamente estruturado que resolva de uma vez por todas este problema ambiental, devolvendo o rio às populações. É preciso fazer cumprir os valores máximos de descarga admitidos, agir de uma forma muito dura para com a(s) empresa(s) poluidora(s).

Carlos Canhoto (CDU):


"Rio Noéme. O que pensa fazer concretamente para resolver o problema da sua poluição?"

Um dos principais pontos do nosso programa é a despoluição do Rio Noéme e de outros rios e linhas de água do concelho, bem como a devolução do rio Noéme e de outras linhas de água à população, valorizando as suas margens e meio envolvente, e promovendo projectos de lazer e de aproveitamento económico sustentável do ponto de vista ambiental. Para tal, há que, em primeiro lugar, identificar os focos de poluição e, em conjunto com as entidades competentes a nível do poder central, punir os responsáveis e impedir que a poluição continue. Tem havido um muro de silêncio, um certo medo de apurar responsabilidades por parte do poder autárquico.





segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gabriel Garcia Márquez, repórter, poderia estar a escrever sobre a campanha na Guarda

"Úrsula mal havia cumprido o seu resguardo de quarenta dias, quando os ciganos voltaram. Eram os mesmos saltimbancos e malabaristas que haviam trazido o gelo. Em contraste com a tribo de Melquíades, tinham demonstrado em pouco tempo que não eram arautos do progresso, mas sim mercadores de diversões. Inclusive, quando trouxeram o gelo, não o anunciaram em função da sua utilidade na vida dos homens, mas como uma mera curiosidade de circo. Desta vez, entre muitos outros jogos de artifício, traziam um tapete voador. Não o ofereceram, porém, como uma contribuição fundamental para o desenvolvimento dos transportes, e sim como um objecto de recreação. O povo, evidentemente, desenterrou os seus últimos tostões para desfrutar de um voo fugaz sobre as casas da aldeia."


Ainda sobre o debate

Ainda sobre o debate da passada semana:

1. Mais alguns detalhes sobre o estudo do projecto de despoluição do rio Noéme. Valor anunciado de 1 milhão de euros. Sem datas nem planeamento.

2. O vereador Sérgio Costa diz que sabe quem são os poluidores e que não é só a fábrica. Desafiado a dizer quem são, diz que não diz porque são privados mas denuncia a ETAR do Torrão porque é pública. Faz muito mal: essa lógica do posso denunciar o público porque pagamos todos e deixo em paz os privados que me podem custar votos tem de acabar.

3. O vereador Sérgio Costa também não disse se já foram denunciados às autoridades ou se vão continuar a poluir mesmo depois da intervenção no rio Noéme.

4. O vereador Sérgio Costa também não disse se somos todos nós contribuintes que vamos pagar para que os poluidores privados ponham fim às descargas poluentes.

5. O vereador Sérgio Costa levantou a voz quando o apertaram sobre a limpeza das bermas das estradas municipais em pleno Verão mas não esclareceu sobre se a Câmara Municipal da Guarda vai assumir as responsabilidades pelos incêndios do concelho, nomeadamente o do Rochoso.


domingo, 24 de setembro de 2017

"Debate temático: Ambiente, urbanismo e gestão do território [CDU, CDS/MPT e PSD], in Rádio Altitude

Pode ouvir-se aqui o debate temático sobre Ambiente transmitido na Rádio Altitude e que contou com a presença dos representantes das candidaturas da CDU, CDS/MPT e PSD. Foi um bom debate, onde se discutiram as coisas realmente importantes.

Apraz-me ouvir que a poluição do rio Noéme é agora tema de campanha. Não o foi em anteriores campanhas. O debate foi interessante, tocaram-se nos pontos certos mas faltaram datas para os compromissos de despoluição do rio.

O representante da candidatura do PSD foi o actual vereador responsável por estes pelouros. No seu quase monólogo inicial mostrou ter a lição bem estudada, os nomes das ribeiras sabidos, o nome dos poluidores (que não divulgou... apenas a ETAR do Torrão "por ser público", disse), os caminhos que ligam as aldeias, as açudes e que se fosse só a conduta da Gata já estaria resolvido ("já!"). Sobre a limpeza das bermas da estrada diz que foi feito um investimento único e um exemplo para o País mas confrontado pela representante da candidatura do CDS sobre o período do ano em que tal tarefa foi executada não respondeu.

Pertinentes e bem preparadas as intervenções dos representantes das candidaturas do CDS e CDU. Boa a pergunta "porque não se punem os poluidores se são conhecidos?" Levantada e bem a questão da limpeza das bermas em época proibida devido ao risco de incêndios.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quercus: Iniciativa “Bandeiras negras pelo Noéme” | 23 de setembro



(Clicar nas imagens para ampliar)


Novamente a pegada ecológica

Pondo de lado a poluição do rio Noéme e outros atentados ambientais como foram o abate das árvores levado a cabo no mandato que está a terminar, qual é a pegada ecológica da Câmara Municipal da Guarda?

De que forma o seu funcionamento afecta o Ambiente e a sustentabilidade dos recursos ambientais?

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Pegada ecológica de uma campanha eleitoral

Já alguém calculou a pegada ecológica de uma campanha eleitoral?

Quanto custa ao Ambiente a deslocação de pessoas e bens, os brindes em plástico, o lixo produzido, o gasóleo gasto, as emissões de carbono?

Fazendo um exercício básico, só para exemplo, usando este simulador:

No comício de ontem do Rochoso de Álvaro Amaro, assumindo que toda a comitiva se deslocou num só carro a gasóleo (quase de certeza não aconteceu) e que a distância (ir e voltar) é de 33,4 Km...


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O presidente-candidato no Rochoso


Tenho pena de não estar presente para obter resposta às questões que ao longo de 4 anos lhe fui colocando sem nunca ter tido resposta. Pode ser que o faça agora e seria importante que não saísse de lá sem dar resposta às seguintes questões:

- Quando terminarão as descargas poluentes na conduta da Gata (não me refiro a proclamações genéricas de despoluição do rio Noéme e muito menos de construção dos Passadiços do Mondego, que gosta muito de referir em conjunto). Uma data concreta que possa ser escrutinada é o que se pede.

- Quais os termos do acordo assinado entre Câmara Municipal da Guarda, Águas do Zêzere e Côa e Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares e enviado à ARH Norte. Que pedi por diversas vezes e nunca foi tornado público.

- Responsabilidades sobre o incêndio do Rochoso (Julho de 2017).

Com respostas claras sobre estes temas, daria por bem empregue a sua ida ao Rochoso. Tudo o que for diferente disto será perda de tempo.

Ainda a Feira Farta

Imagine-se o que seria de farta esta feira, se a capacidade produtiva do Vale do Noéme não estivesse destruída devido à poluição do rio Noéme?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

No dia da Feira

Sábado, dia de Feira Farta, assim se encontrava a envolvente da conduta poluidora na Gata: cheiro a podre, rio quase seco, lamas viscosas e vegetação a ocultar o crime.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ser e Estar

Que sirva de cábula aos estudantes que agora começam as aulas:


- A Guarda está farta da poluição do rio Noéme.

- O rio Noéme é farto em poluição.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Instalação de rede secundária de faixas de gestão de combustíveis

A "Instalação de rede secundaria de faixas de gestão de combusticeis" custou ao Município da Guarda 280 500,01 euros. Foi o único contrato que encontrei no Portal dos Contratos Públicos, não se se haverá outros.


Pode ler-se aqui, o que são as faixas de gestão de combustíveis. As redes secundárias são da responsabilidade municipal.


(Clicar na imagem para ampliar)


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Que falta fazem

Que falta faz, nestes dias que não sabemos bem o que são, o olhar lúcido e corajoso de Manuel António Pina.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Incêndio do Rochoso (6)

Em que é que isto se traduz para os proprietários que tiveram prejuízos incalculáveis e que já apresentaram essa lista às entidades oficiais?

"Concelho da Guarda abrangido pelo Fundo de Emergência Municipal, em virtude dos incêndios", in Terras da Beira


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Apresentação dos programas eleitorais de PSD e PS

Venham daí esses papéis assinados para vermos o contrato que nos propoem, o que nos propunham há quatro anos e que não cumpriram e o que pensam fazer em relação ao rio Noéme. "Despoluição do rio Noéme" é demasiado vago: queremos acções e datas. Até às eleições seria bem-vindo o fecho da conduta que despeja na Gata.

Podem ouvir-se as notícias aqui e aqui.

sábado, 2 de setembro de 2017

Programas eleitorais

Recomendo aos candidatos que estejam a preparar os seus programas eleitorais a leitura deste livro. Que leiam o que dizem estas pessoas e pensem no assunto. Talvez depois se deixem das parangonas e das ideias feitas que atiram às pessoas. 

(Está disponível na Biblioteca Eduardo Lourenço e à venda na Livraria Municipal e na Alquimia do Paladar).


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Incêndio do Rochoso (5)

Veja-se o caso de um Cidadão que não perde tempo com as politiquices que entretêm os dirigentes locais e vai à luta nas grandes questões. Tem sido assim quando se trata da poluição do rio Noéme, é-o agora com a questão dos incêndios que assolaram o concelho da Guarda. Lesado, como praticamente todos fomos, procura Justiça. Justiça que não encontra, nem esclarecimentos, nem responsabilidades.  É meu tio, é um exemplo de Cidadania. 

Eis a carta que enviou à Comunicação Social relatando as suas diligências. Da Câmara Municipal, mais preocupada com as fotos no Facebook, nenhuma resposta:

***

Data: 2017-08- 15

Assunto: Incêndio ocorrido no Rochoso no dia 17-07- 2017

Em referência ao assunto supracitado informo o seguinte:

1. Acompanhei as notícias publicadas nos diversos órgãos de comunicação social e fiquei surpreendido que cidadãos e responsáveis autárquicos (Câmara Municipal da Guarda e Freguesia do Rochoso) tivessem criticado os Bombeiros e a Protecção Civil que, de forma voluntária, fizeram o possível e o impossível para proteger pessoas e bens. Fica-nos bem agradecer-lhes publicamente o esforço.

2. Fiquei ainda mais surpreendido que não tivessem ainda sido assumidas responsabilidades pela origem do incêndio (recordo que saíram notícias na comunicação social que afirmavam ter sido o incêndio provocado por uma empresa que limpava as bermas da estrada municipal). Por acção ou omissão as entidades oficiais são responsáveis pois no mínimo, deveriam ter proibido esses trabalhos nessa época do ano. Eu próprio, no passado, vendo trabalhos semelhantes serem feitos nesta época contactei a Protecção Civil e os mesmos foram interrompidos. Não há portanto desculpas por parte das entidades que nos governam.

3. Num período de seca com a que se tem verificado no ano de 2017 a Câmara Municipal anuncia projectos de milhões para a despoluição do rio Noéme. O rio teve intervenções através dos projectos de limpeza das galerias ripícolas estando as suas margens limpas em toda a sua extensão, continuando poluídas as suas águas. Para se resolver o problema bastará destruírem a conduta municipal localizada na Gata (sobejamente conhecida) onde são despejados os efluentes. Não envolve qualquer custo, o Inverno fará o resto e poderemos ter um rio limpo na próxima Primavera sem milhões mas com tostões.

4. Do exposto nos pontos anteriores, concluo que tais situações não são dignas de um País dito Europeu. Que País é este?

5. Anexo as cartas que enviei pela empresa de que sou responsável para a Câmara Municipal e a GNR pedindo responsabilidades. Da GNR obtive o número do processo que os lesados deverão consultar no Tribunal da Guarda (NUIPC 134/17.4GBGRD), da Câmara Municipal o silêncio de sempre. É este o respeito que lhes merecem os Cidadãos da Guarda.


Atenciosamente,
Joaquim Vargas

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

"Presidente da Águas do Vale do Tejo não confirma valor da dívida da Câmara da Guarda: «é um problema entre accionistas", in Rádio Altitude

Este senhor está enganado, não é um problema entre accionistas: é um problema dos Cidadãos da Guarda que irão pagar a factura.

Não querer esclarecer é apanágio desta entidade. Recorde-se o epísódio do pedido de documentação que aqui relatei.

E aí é problema de quem? do poluidor, da Câmara Municipal, da Águas do Vale do Tejo? Não, mais uma vez é poblema dos Cidadãos da Guarda.

(Pode ouvir-se a notícia aqui)


sábado, 26 de agosto de 2017

Debate dos candidatos na RTP3

Acabo de ver na RTP3 o debate dos candidatos à Câmara da Guarda. 
Carlos Adaixo e Carlos Canhoto levaram a despoluição do Rio Noéme ao debate, no âmbito das suas propostas, mesmo sem serem questionados sobre o assunto pelo entrevistador. Trata-se do maior problema ambiental do concelho e devia ser tema central da campanha eleitoral.
Na intervenção final Álvaro Amaro ainda referiu o "grande" projecto dos passadiços do Mondego (para dar um ar ambiental) e a correr a despoluição dos rios sem chegar a dizer os seus nomes. É que há palavras que parecem queimar.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Incêndio do Rochoso (4)

Conforme noticiado na edição desta semana do Terras da Beira, a GNR (em resposta a um produtor) indicou o NUIPC (Número Identificador Único de Processo Crime) do processo que os lesados nos incêndio do Rochoso poderão consultar. 

Não sei se as entidades públicas que deveriam estar ao serviço dos Cidadãos já o fizeram por isso aqui fica. O NUIPC é o 134/174GBGRD. Julgo que para acesso ao processo os lesados deverão levar os documentos comprovativos da posse dos terrenos ardidos.


(Clicar na imagem para ampliar)


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Incêndios no concelho da Guarda (1)

"O incêndio de Fernão Joanes que tem estado hoje a lavrar começou devido a uma limpeza das bermas da estrada com moto-roçadoiras ou alfaias agrícolas, uma actividade ilegal nesta altura do ano". Quem o disse foi Madalena Ferreira, correspondente da SIC na Guarda no Jornal da Noite daquele canal.

Já o incêndio do Rochoso tinha começado da mesma forma segundo Jorge Esteves correspondente da RTP, num directo para o programa Especial 3 da RTP3 no dia 17 de Julho. Confirmado também em declarações transmitidas na Rádio Altitude no dia seguinte pelo presidente da junta de freguesia daquela localidade.

- Serão situações normais?
- Coincidências?
- A culpa é dos Bombeiros e da Protecção Civil?
- Não há respostas?
- As autoridades oficiais ainda estão a banhos?
- Desta vez tiveram a gentileza de convidar  a Câmara da Guarda para o briefing do posto de comando?
- Responsabilidades?

"Guarda tem «condições excelentes» para prática de pólo aquático, diz seleccionador nacional", in Rádio Altitude

Nas açudes do rio Noéme.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

"Álvaro Amaro pede explicações ao Comandante Distrital de Operações de Socorro", in A Guarda (27/7/2016)



Voltando ao incêndio do Rochoso:

Diz o título da notícia que Álvaro Amaro pede explicações ao Comandante Distrital de Operações de Socorro e a notícia desenvolve nesse sentido. No final, uma nota que quase passa despercebida e que não tinha lido ainda em mais lado nenhum:

" O vereador Joaquim Carreira questionou sobre as causas do incêndio, se terá sido originado quando estava a ser feita a limpeza de terrenos com equipamentos mecânicos, mas Álvaro Amaro disse que “compete às autoridades investigar”."

Muito bem o vereador Joaquim Carreira. Esse tema saiu das notícias, mesmo que no próprio dia e no seguinte tenha sida afirmada a causa do incêndio e os responsáveis pelo mesmo (conferir notícia da Rádio Altitude e do programa da RTP3).

A culpa, neste caso, de solteira não tem nada. Têm de se tornar públicos os maridos, os amantes e os amigos. Todos.





sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Argumentário: entrevista a Carlos Canhoto na Rádio Altitude

Com bastante atraso, os destaques da entrevista de Carlos Canhoto (candidato da CDU à Câmara da Guarda) na área da política ambiental do concelho:

- Despoluição do rio Noéme,
- Devolução dos rios à população.
- Limpeza e reflorestação do concelho.
- Revitalização da Quinta da Maúnça.

Diz e bem, que durante quatro anos este executivo camarário não teve nenhum interesse pela questão do rio Noéme e que a CDU levou esse assunto à Assembleia Municipal várias vezes e nunca foram escutados.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Roubo de porta escancarada e às claras

É este tipo de oportunidades que poluidores e Câmara Municipal da Guarda nos tem roubado.


(Rapoula do Côa)


(Vale das Éguas)




quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Incêndio do Rochoso (3)

Vou querer ver uma capa de jornal apontando a origem do incêndio e os seus responsáveis.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

RTP na Volta

Vi há bocadinho o tempo de antena do presidente-candidato na RTP. Falava que não sabia muito bem como vender o Ar da Guarda mas que sabia muito bem que os turistas tinham de o aproveitar (cito de cor).
Esperei 5 minutos que dissesse o mesmo da Água. Sobre como aproveitar as Águas da Guarda, nomeadamente aquelas que todos nós bem sabemos. Águas essas que por agora estão privatizadas, só servem a alguns.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"A realização dos direitos sociais é uma batalha que nunca está ganha", in Público

"Damos certas coisas por adquiridas e só as valorizamos quando se tornam ameaçadas. [A água] Não era tema" - Catarina de Albuquerque

Uma excelente entrevista a Catarina de Albuquerque sobre Água e Direitos Humanos. Na Guarda destroem este valioso recurso.



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Promessas na apresentação das listas do PSD (in Rádio Altitude)

"Despoluir os rios Noéme e Diz e construir os Passadiços do Mondego são outras das ideias do atual autarca da Guarda. No caso do Rio Noéme a intervenção permitirá também criar ao longo do curso hídrico aquilo que designa por «ecovia do Noéme e do Massueime», o nome da ribeira que nasce junto à zona baixa da Guarda e segue na direcção no concelho de Pinhel. A ideia é ligar dois extremos do concelho, entre o Rochoso a Avelãs da Ribeira, através de um percurso para prática de ciclismo e desportos de natureza, com uma extensão de mais de 40 quilómetros, que acompanhará as linhas de água do Noéme, do Diz e do Massueime." - promessa do presidente-candidato Álvaro Amaro.



Qualquer promessa do presidente-candidato que envolva a despoluição do rio Noéme só poderá ser levada a séria se até às eleições a conduta municipal que despeja os efluentes industriais na Gata for destruída. 

O mesmo digo em relação aos candidatos-a-presidente: qualquer promessa que envolva a despoluição do rio Noéme deve vir acompanhada do número de dias, após a tomada de posse, que demorará a ser fechada a conduta se forem eleitos.


Pode ler-se/ouvir a notícia da Rádio Altitude aqui.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Se o Mundo Rural fosse um Banco

 - Haveria dinheiro com fartura para salvar  as nossas aldeias, o ambiente, a agricultura de proximidade, o campo e as tradições.

- Já teria vindo uma tróica de alemães, franceses e holandeses tomar conta dos nossos campos.

- Em nome do risco sistémico seriam feitas leis, decretos e tudo o mais para salvar o mundo real, nem que para isso se continuasse a dinheiro a quem o destruiu.

- Em vez de políticos oportunistas profissionais teríamos tecnocratas a mandar nas nossas aldeias/cidades.

- O queijo, os enchidos e o vinho seriam "privatizados" - oferecidos - a entidades estrangeiras.

- Os rios poluídos, as florestas ardidas e os campo inférteis ficariam por nossa conta.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ainda sobre o incêndio do Rochoso

Se num primeiro momento se ouviu falar na Comunicação Social na causa do incêndio que deflagrou no Rochoso, passada uma semana e voltando o tema às notícias, o assunto passou e ficaram por dar (por agora) as explicações devidas. E há muitas a dar.

Do que li e ouvi não fiquei esclarecido e pelo contrário vi armas apontadas à "coordenação dos bombeiros e protecção civil". Da minha parte, respeito mais um bombeiro que faça, mesmo que pouco, alguma coisa na frente de fogo do que burocratas e oportunistas políticos cujo único incómodo seja regular a temperatura do ar condicionado no gabinete.

Oportunistas profissionais e malabaristas (estes brincam igualmente com o fogo, embora não estejam no circo) conseguiram mais uma semana sem que se fale nas responsabilidades do incêndio. Hão-de vir a terreiro.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Uma imagem que é uma metáfora do País


No Rochoso, tentando aceder a uma funcionalidade da TV da Vodafone. 

Tirando na altura da cobrança de impostos, é assim mesmo que Lisboa vê o Interior.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sobre o incêndio do Rochoso

Se se confirmar que a origem do incêndio que lavrou no Rochoso no dia 17 de Julho foi uma operação de limpeza de bermas da estrada (conferir a notícia do correspondente da RTP no programa Especial3 sobre incêndios, transmitido na RTP3 nesse mesmo dia e depoimentos na notícia da Rádio Altitude de dia 18 de Julho)  sobram as seguintes perguntas:

1. Os responsáveis foram presentes à Justiça?

2. Havia autorização para se fazer esse trabalho, nesta época e em dia de "alerta laranja"?

3. Nenhuma autoridade fiscalizadora sabia, viu-os trabalhar e mandou parar a intervenção?

4. Que tem a dizer a Câmara Municipal da Guarda, dona da empreitada?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Novelas, novelos, teias e folhetins

Resumindo que este assunto já vai longo:


1. A Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares ainda não encaminha os seus efluentes para a ETAR de São Miguel e não há prazo previsto para isso acontecer.

2. Três entidades (Águas do Zêzere e Côa, Câmara Municipal da Guarda e Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares assinaram uma carta cujo desenvolvimento e implementação permitiria o adequado tratamento dos efluentes.

3. A Águas do Zêzere e Côa fez um estudo sobre o tipo de efluentes que serão tratados e respectivas quantidades.

4. Enviaram essa carta à ARH Norte.

5. Solicitei os documentos à Águas do Vale do Tejo, Câmara Municipal da Guarda e ARH Norte.

6. A Câmara Municipal da Guarda não respondeu.

7. A Águas do Vale do Tejo responde que devem ser pedidos à ARH Norte.

8. A ARH Norte não os divulga porque não é autora e por isso devem ser pedidos à Câmara Municipal da Guarda ou à Águas do Vale do Tejo.


Que escondem esses documentos? Porque são mantidos em segredo?

Chegados a este ponto, devemos pressionar para que sejam tornados públicos e sugiro que todos enviemos emails a estas entidades solicitando-os. Os documentos em causa são os seguintes:

- Estudo inicial sobre os efluentes da Sociedade Textil Manuel Rodriges Tavares efectuado pela ex.AdZC (Águas do Zêzere e Côa), em Agosto de 2011

- Carta subscrita pela ex-AdZC, Câmara Municipal da Guarda e a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, e remetida em 04/11/2010 à autoridade competente para este assunto, a ARH-Norte


Os endereços de email com quem tenho estado a contactar:

A montanha até pode parir um rato, mas numa Democracia madura não há documentos secretos nem respostas por dar aos Cidadãos.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

E agora a ARH Norte

Segui a indicação da Direcção de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Vale do Tejo e pedi a documentação que pretendo divulgar à ARH Norte.


Obtive muito rapidamente resposta negativa dessa entidade referindo que como não é autora da documentação não a pode divulgar e sugere que a peça à ex.Águas do Zêzere e Côa e às outras entidades. Respondi que a Águas do Zêzere e Côa já não existe e que foi a Águas do Vale do Tejo que me indicou que lhe solicitasse essa informação. Acrescentei também que escondiam informação, não resolviam o problema de poluição do rio Noéme e não estavam ao serviço dos Cidadãos.

Responderam, talvez ofendidos:

"Como deve entender, a ARH do Norte não tem como principio divulgar informação que não lhe pertence. Penso se é uma regra básica…"

"A ARH do Norte rege-se por princípios de proteção ambiental, mas tem regras de conduta…"

Claro que para não haver equívocos os informei que divulgaria neste blogue toda a nossa troca de informação. Sobre condutas... poderíamos ter uma longa conversa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O SMAS enganou-se

No seguimento dos pedidos de informação que fiz por estes dias, contactei também o SMAS Guarda (esta semana) porque esta entidade tem pendente de resposta um email meu de 11 de Agosto de 2015, reforçado a 30 de Dezembro de 2015 sobre esta mesma situação.

Neste último email reforcei o pedido de esclarecimento anterior e solicitei os dois documentos que tenho estado a referir nos posts anteriores. Sem resposta, como é hábito. 

Mas ao reler os emails anteriormente trocados verifiquei que na única informação que esta entidade prestou a 11 de Agosto de 2015, negou a existência de qualquer protocolo entre a Câmara Municipal da Guarda, a Águas do Zêzere e Côa e a Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares:

"6 – Salienta-se que não temos conhecimento de ter sido feito qualquer protocolo.", refere no email que me enviou.

Ora chame-se-lhe acordo, protocolo, contrato, minuta, memorando ou carta, temos agora confirmação da existência de um papel assinado entre as partes que estabelece os termos da transferência de efluentes da fábrica para a ETAR de São Miguel. Urge ser revelado este documento.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sobre as respostas da Águas de Lisboa e Vale do Tejo

1. À terceira foi de vez. Afinal o servidor de email não estava avariado.

2. A constante referência à ex.AdZC (Águas do Zêzere e Côa) faz crer que tudo o que foi feito antes ficou anulado com a extinção dessa empresa.

3. Se tudo foi feito pela Águas do Zêzere e Côa, que contributo deu a Águas de Lisboa e Vale do Tejo para resolução deste problema? Não voltou a haver reuniões sobre este assunto?

4. No ponto 3 do email da Águas do Vale do Tejo é referido:

"A ex.AdZC comprometeu-se a receber e a tratar adequadamente os efluentes na ETAR de S. Miguel, o que só poderá acontecer após a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA adequar o seu pré-tratamento, por forma a enquadrar-se nos parâmetros exigíveis que a ETAR tem capacidade de receber, sendo fundamental assegurar o efetivo cumprimento sistemático desses requisitos, sob pena de se poder colocar em causa todo o sistema de tratamento da ETAR."

Juntando a esta conversa um email do SMAS de Agosto de 2015 onde nos é referido que: "A empresa, Têxtil Manuel Rodrigues Tavares – TMRT, pediu um tempo de adaptação ao sistema referido acima mencionado, dado que, estavam a instalar novos equipamentos na sua EPTAR, pelo que continuamos a aguardar os ajustes definitivos, que serão efetuados no mais curto espaço de tempo."

O mais curto espaço de tempo. Já lá vão quase 2 anos. Porquê?

5. Entretanto a Águas de Lisboa e Vale do Tejo é desde Dezembro de 2016 Águas do Vale do Tejo.

6. Porque não divulgam os documentos e passam a responsabilidade à ARH Norte?

7. Quando foi decidido que a sede da Águas de Lisboa e Vale do Tejo ficaria na Guarda (em Julho de 2015) logo foi esta empresa classificada como a maior da Guarda. Contudo a resposta a um problema da Guarda, é dada pela Direcção de Comunicação e Educação Ambiental com morada no Nº 54 da Avenida da Liberdade em Lisboa.

8. Quantas pessoas da Águas de Lisboa e Vale do Tejo trabalham efectivamente na Guarda e o que fazem ao certo?



domingo, 2 de julho de 2017

Resposta da Águas de Lisboa e Vale do Tejo ao email de 30 de Maio de 2017

Em resposta às questões que nos colocou passamos a informar:


1. Os efluentes da empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares já estão a ser reencaminhados para a ETAR de São Miguel através da Estação-Elevatória Quinta da Granja?

Os efluentes ainda não estão a ser encaminhados para a ETAR de São Miguel.

2. Há alguma data prevista para o início dessa operação?

Não existe nenhuma data prevista para o início desta operação.

3. Qual o ponto de situação deste processo?

A ex.AdZC comprometeu-se a receber e a tratar adequadamente os efluentes na ETAR de S. Miguel, o que só poderá acontecer após a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA adequar o seu pré-tratamento, por forma a enquadrar-se nos parâmetros exigíveis que a ETAR tem capacidade de receber, sendo fundamental assegurar o efetivo cumprimento sistemático desses requisitos, sob pena de se poder colocar em causa todo o sistema de tratamento da ETAR.

4. Já foi feito o estudo sobre o tipo de efluentes que serão tratados e em que quantidades? 

Foi efetuado estudo inicial pela ex.AdZC, em Agosto de 2011.

5. Os protocolos assinados entre a Águas do Zêzere e Côa, Câmara Municipal da Guarda e Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares são públicos? Como posso obtê-los para divulgação pública?

Os termos do acordo entre as partes, cujo desenvolvimento e implementação permitiria o adequado tratamento dos efluentes desta indústria e a consequente melhoria da qualidade da água do rio Noéme, foram consubstanciados numa carta subscrita pela ex-AdZC, Câmara Municipal da Guarda e a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, e remetida em 04/11/2010 à autoridade competente para este assunto, a ARH-Norte.

domingo, 25 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Eduardo Brito na Rádio Altitude

Na entrevista à Rádio Altitude, Eduardo Brito diz (sobre o Ambiente): "a questão da preservação do ambiente, há alguém mais interessado do que nós na Guarda em preservarmos a qualidade do nosso ambiente? Embora não tenhamos sido tão céleres nos exemplos que hoje temos dos rios Diz e Noéme, que sistematicamente passam de ano para ano e não se resolve o problema. A competência do município deve ser total, acompanhada dos respectivos recursos financeiros.