sexta-feira, 7 de julho de 2017

Novelas, novelos, teias e folhetins

Resumindo que este assunto já vai longo:


1. A Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares ainda não encaminha os seus efluentes para a ETAR de São Miguel e não há prazo previsto para isso acontecer.

2. Três entidades (Águas do Zêzere e Côa, Câmara Municipal da Guarda e Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares assinaram uma carta cujo desenvolvimento e implementação permitiria o adequado tratamento dos efluentes.

3. A Águas do Zêzere e Côa fez um estudo sobre o tipo de efluentes que serão tratados e respectivas quantidades.

4. Enviaram essa carta à ARH Norte.

5. Solicitei os documentos à Águas do Vale do Tejo, Câmara Municipal da Guarda e ARH Norte.

6. A Câmara Municipal da Guarda não respondeu.

7. A Águas do Vale do Tejo responde que devem ser pedidos à ARH Norte.

8. A ARH Norte não os divulga porque não é autora e por isso devem ser pedidos à Câmara Municipal da Guarda ou à Águas do Vale do Tejo.


Que escondem esses documentos? Porque são mantidos em segredo?

Chegados a este ponto, devemos pressionar para que sejam tornados públicos e sugiro que todos enviemos emails a estas entidades solicitando-os. Os documentos em causa são os seguintes:

- Estudo inicial sobre os efluentes da Sociedade Textil Manuel Rodriges Tavares efectuado pela ex.AdZC (Águas do Zêzere e Côa), em Agosto de 2011

- Carta subscrita pela ex-AdZC, Câmara Municipal da Guarda e a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, e remetida em 04/11/2010 à autoridade competente para este assunto, a ARH-Norte


Os endereços de email com quem tenho estado a contactar:

A montanha até pode parir um rato, mas numa Democracia madura não há documentos secretos nem respostas por dar aos Cidadãos.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

E agora a ARH Norte

Segui a indicação da Direcção de Comunicação e Educação Ambiental da Águas do Vale do Tejo e pedi a documentação que pretendo divulgar à ARH Norte.


Obtive muito rapidamente resposta negativa dessa entidade referindo que como não é autora da documentação não a pode divulgar e sugere que a peça à ex.Águas do Zêzere e Côa e às outras entidades. Respondi que a Águas do Zêzere e Côa já não existe e que foi a Águas do Vale do Tejo que me indicou que lhe solicitasse essa informação. Acrescentei também que escondiam informação, não resolviam o problema de poluição do rio Noéme e não estavam ao serviço dos Cidadãos.

Responderam, talvez ofendidos:

"Como deve entender, a ARH do Norte não tem como principio divulgar informação que não lhe pertence. Penso se é uma regra básica…"

"A ARH do Norte rege-se por princípios de proteção ambiental, mas tem regras de conduta…"

Claro que para não haver equívocos os informei que divulgaria neste blogue toda a nossa troca de informação. Sobre condutas... poderíamos ter uma longa conversa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O SMAS enganou-se

No seguimento dos pedidos de informação que fiz por estes dias, contactei também o SMAS Guarda (esta semana) porque esta entidade tem pendente de resposta um email meu de 11 de Agosto de 2015, reforçado a 30 de Dezembro de 2015 sobre esta mesma situação.

Neste último email reforcei o pedido de esclarecimento anterior e solicitei os dois documentos que tenho estado a referir nos posts anteriores. Sem resposta, como é hábito. 

Mas ao reler os emails anteriormente trocados verifiquei que na única informação que esta entidade prestou a 11 de Agosto de 2015, negou a existência de qualquer protocolo entre a Câmara Municipal da Guarda, a Águas do Zêzere e Côa e a Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares:

"6 – Salienta-se que não temos conhecimento de ter sido feito qualquer protocolo.", refere no email que me enviou.

Ora chame-se-lhe acordo, protocolo, contrato, minuta, memorando ou carta, temos agora confirmação da existência de um papel assinado entre as partes que estabelece os termos da transferência de efluentes da fábrica para a ETAR de São Miguel. Urge ser revelado este documento.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sobre as respostas da Águas de Lisboa e Vale do Tejo

1. À terceira foi de vez. Afinal o servidor de email não estava avariado.

2. A constante referência à ex.AdZC (Águas do Zêzere e Côa) faz crer que tudo o que foi feito antes ficou anulado com a extinção dessa empresa.

3. Se tudo foi feito pela Águas do Zêzere e Côa, que contributo deu a Águas de Lisboa e Vale do Tejo para resolução deste problema? Não voltou a haver reuniões sobre este assunto?

4. No ponto 3 do email da Águas do Vale do Tejo é referido:

"A ex.AdZC comprometeu-se a receber e a tratar adequadamente os efluentes na ETAR de S. Miguel, o que só poderá acontecer após a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA adequar o seu pré-tratamento, por forma a enquadrar-se nos parâmetros exigíveis que a ETAR tem capacidade de receber, sendo fundamental assegurar o efetivo cumprimento sistemático desses requisitos, sob pena de se poder colocar em causa todo o sistema de tratamento da ETAR."

Juntando a esta conversa um email do SMAS de Agosto de 2015 onde nos é referido que: "A empresa, Têxtil Manuel Rodrigues Tavares – TMRT, pediu um tempo de adaptação ao sistema referido acima mencionado, dado que, estavam a instalar novos equipamentos na sua EPTAR, pelo que continuamos a aguardar os ajustes definitivos, que serão efetuados no mais curto espaço de tempo."

O mais curto espaço de tempo. Já lá vão quase 2 anos. Porquê?

5. Entretanto a Águas de Lisboa e Vale do Tejo é desde Dezembro de 2016 Águas do Vale do Tejo.

6. Porque não divulgam os documentos e passam a responsabilidade à ARH Norte?

7. Quando foi decidido que a sede da Águas de Lisboa e Vale do Tejo ficaria na Guarda (em Julho de 2015) logo foi esta empresa classificada como a maior da Guarda. Contudo a resposta a um problema da Guarda, é dada pela Direcção de Comunicação e Educação Ambiental com morada no Nº 54 da Avenida da Liberdade em Lisboa.

8. Quantas pessoas da Águas de Lisboa e Vale do Tejo trabalham efectivamente na Guarda e o que fazem ao certo?



domingo, 2 de julho de 2017

Resposta da Águas de Lisboa e Vale do Tejo ao email de 30 de Maio de 2017

Em resposta às questões que nos colocou passamos a informar:


1. Os efluentes da empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares já estão a ser reencaminhados para a ETAR de São Miguel através da Estação-Elevatória Quinta da Granja?

Os efluentes ainda não estão a ser encaminhados para a ETAR de São Miguel.

2. Há alguma data prevista para o início dessa operação?

Não existe nenhuma data prevista para o início desta operação.

3. Qual o ponto de situação deste processo?

A ex.AdZC comprometeu-se a receber e a tratar adequadamente os efluentes na ETAR de S. Miguel, o que só poderá acontecer após a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA adequar o seu pré-tratamento, por forma a enquadrar-se nos parâmetros exigíveis que a ETAR tem capacidade de receber, sendo fundamental assegurar o efetivo cumprimento sistemático desses requisitos, sob pena de se poder colocar em causa todo o sistema de tratamento da ETAR.

4. Já foi feito o estudo sobre o tipo de efluentes que serão tratados e em que quantidades? 

Foi efetuado estudo inicial pela ex.AdZC, em Agosto de 2011.

5. Os protocolos assinados entre a Águas do Zêzere e Côa, Câmara Municipal da Guarda e Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares são públicos? Como posso obtê-los para divulgação pública?

Os termos do acordo entre as partes, cujo desenvolvimento e implementação permitiria o adequado tratamento dos efluentes desta indústria e a consequente melhoria da qualidade da água do rio Noéme, foram consubstanciados numa carta subscrita pela ex-AdZC, Câmara Municipal da Guarda e a Fábrica Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, e remetida em 04/11/2010 à autoridade competente para este assunto, a ARH-Norte.

domingo, 25 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Eduardo Brito na Rádio Altitude

Na entrevista à Rádio Altitude, Eduardo Brito diz (sobre o Ambiente): "a questão da preservação do ambiente, há alguém mais interessado do que nós na Guarda em preservarmos a qualidade do nosso ambiente? Embora não tenhamos sido tão céleres nos exemplos que hoje temos dos rios Diz e Noéme, que sistematicamente passam de ano para ano e não se resolve o problema. A competência do município deve ser total, acompanhada dos respectivos recursos financeiros.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Jorge Mendes na Rádio Altitude

Sobre as questões ambientais refere que no caso do abate das árvores houve falta de sensibilidade e conhecimento que levou à ruptura com o grupo de cidadãos  que se opunha a esse desfecho. Disse fazer ainda parte do programa, no eixo dedicado ao Ambiente, a despoluição dos rios Diz e Noéme, a elaboração de um plano florestal municipal e a revitalização da Quinta da Maúnça.

"O Diz e os saltimbancos", in O Interior


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Rio Noéme e programas eleitorais

Apelo aos partidos que se vão apresentar a eleições que nos seus programas eleitorais quando se refiram a políticas ambientais não usem as palavras redondas do costume. Sobre a despoluição do rio Noéme em concreto queremos saber:

1. O que pensam fazer.
2. Quando.

Sem datas associadas às acções a tomar, não valerá de nada e também aí poderemos aferir da seriedade das propostas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Propaganda, pois claro

Porque é que sempre que o presidente Álvaro Amaro fala do estudo prévio de despolirão do rio Noéme associa sempre no mesmo contexto o projecto de construção dos passadiços do Mondego? Já na sessão de apresentação no Dia da Cidade foi assim, continuou agora na entrevista à Rádio Altitude.


É que não têm absolutamente nada a ver um com o outro. E é preciso que se diga para que as pessoas não sejam levadas ao engano.

Isto é propaganda pois claro, ainda por cima mal disfarçada.

Argumentário: entrevista a Carlos Adaixo na Rádio Altitude

Nesta entrevista, Carlos Adaixo candidato independente à Câmara da Guarda, diz que na componente ambiental a Guarda se deve bater por ter bom Ar e boa Água. Fala na despoluição e limpeza do rio Noéme, na revitalização da Quinta da Maúnça e na implementação de um regulamento municipal para tratamento de Árvores no espaço público.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Argumentário: entrevista a Álvaro Amaro na Rádio Altitude

Na entrevista a Álvaro Amaro, cujo resumo se pode ouvir aqui, sobre a despoluição do rio Noéme diz que ainda se está no estudo prévio e quando questionado sobre se é para fazer diz que a sua palavra aos olhos dos guardenses valeu 51% do eleitorado... e que em Julho vai apresentar o projecto em Bruxelas para garantir financiamento.

E por aqui ficou. Mais uma mão cheia de nada e outra de coisa alguma.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Olá, alguém responde nesse email?

Há bons hábitos que se perdem: a extinta Águas do Zêzere e Côa respondia a emails e esclarecia quem tivesse questões a colocar sobre, por exemplo, o facto da ETAR de São Miguel não receber os efluentes que são despejados no rio Diz. A entidade que a substitui - Águas de Lisboa e Vale do Tejo - não responde a emails. Terão o servidor avariado?


(carregar na imagem para ampliar)

Já lá vão três mas podiam ser vinte. Nada, nenhuma resposta. Vou passar a reenviá-los mensalmente até o rio estar despoluído. Vou dando notícias, eles é que não.

domingo, 4 de junho de 2017

As grandes causas e as do dia-a-dia

Na semana que passou Trump, presidente dos Estados Unidos da América, rasgou o Acordo de Paris. Provocou a indignação global (e bem!), todos comentámos ou partilhámos algo nas redes sociais sobre o assunto que terá não sabemos bem que consequências.

Mas há também as pequenas causas. Quanto do nosso tempo dedicámos a indignarmos-nos contra a poluição do rio Noéme? É por estar mais perto de nós? Quantos comentários inflamados, indignados contra os Trump da Guarda?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um Water(gate) na Guarda

Tantos presidentes de Câmara conviveram com a poluição do rio Noéme e ainda nenhum caiu. Como é possível que um problema que vem da década de 80 ainda não tenha causado problemas sérios aos detentores do Poder?

Mais, como é que nenhum intuiu ainda que este crime lhe pode trazer graves problemas? Todas as entidades públicas que tratam das questões do Ambiente e da Água neste País, todos os órgãos de soberania conhecem o crime ambiental.

Faz falta um sobressalto cívico que ponha fim a essa percepção de impunidade, a esta falta de medo e de vergonha. Faz falta um Watergate na Guarda.

domingo, 28 de maio de 2017

Leituras de fim-de-semana

A edição de sexta-feira passada no jornal Público traz duas peças sobre temas que me dizem muito e tenho tratado neste blogue e no livro "Guarda os produtos de cá": a preservação do Ambiente e a sustentabilidade dos recursos. De forma diferente ambas nos dizem que estamos a destruir o Planeta. 

A entrevista a Tristram Stuart foca a questão do desperdício alimentar; o segundo artigo conta-nos a vida de Jane Goodall que passou a vida a estudar o comportamento dos chimpanzés. Hoje, corre o Mundo a espalhar a mensagem que "temos de preservar o planeta porque isso é, afinal, preservarmos-nos".

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Candidatos à Câmara da Guarda

Estão apresentados os candidatos à Câmara da Guarda:

Álvaro Amaro - PSD
Carlos Adaixo - CDS / MPT / PPM
Carlos Canhoto - CDU
Eduardo Brito - PS
Jorge Mendes - BE

Venham agora as ideias. E a resposta à pergunta:

"O que fazer à conduta que descarrega efluentes no rio Noéme?"

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Investimento de 7 milhões para levar água a todo o concelho só é comparável ao tempo de Abílio Curto, diz Álvaro Amaro", in Rádio Altitude

A poluição do rio Noéme também já vem desde o tempo de Abílio Curto. Entretanto muito dinheiro foi gasto, muitos focos de poluição resolvidos, entrámos na CEE e no Euro, fomos campeões da Europa e do Festival da Canção mas...

O Rio Noéme continua poluído!

Ler/ouvir a notícia aqui.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Escrito na água" de Paula Hawkins

Para se associar aos festejos do 8º aniversário das "Crónicas do Noéme", Paula Hawkins, autora do best-seller "A rapariga no comboio" lançou o livro "Escrito na água".

"Cuidado com as águas calmas. Não sabemos o que escondem no fundo. Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas. Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida? Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície."

O que está escrito nas águas do rio Noemi? Não sabemos, mas nada está escondido no seu fundo. Está tudo bem à mostra.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Calzedonia - serie Noemi

Para se associar aos festejos do 8º aniversário das "Crónicas do Noéme", a Calzedonia lançou a linha de biquinis "Noemi", muito úteis para os mergulhos do próximo Verão no nosso Rio. Sob o lema: "meet our girl gang".



sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Usam os povos livremente as suas águas" - 8º Aniversário do blogue

"Usam os povos livremente as suas águas", escrevia o pároco do Rochoso no inquérito de 1758 que ficou conhecido como "Memórias Paroquiais". Infelizmente não podem dizer o mesmo os povos do Noemi.

Faz hoje 8 anos que escrevi o primeiro post neste blogue. Longe de mim pensar que houvesse necessidade de o manter durante tantos anos. Constata-se que faz hoje tanta falta como no primeiro dia. Passaram-se três mandatos autárquicos e nenhum dos titulares do cargo mandou fechar a conduta que despeja efluentes no rio Diz.

Este problema só será resolvido quando houver a percepção que as eleições se podem perder por haver um rio poluído na Guarda. De facto, as eleições já não se ganham ou perdem nas aldeias e é por isso imperativo que todos os Cidadãos do Concelho se empenhem nesta luta, reinvidiquem e mostrem ao Poder que este problema (um dos mais graves do Concelho) tem de ser resolvido imediatamente.

Aproxima-se o circo eleitoral, esperamos pela discussão de ideias, mas não apresentem projectos de despoluição do rio que dependam de milhões de euros que não existem. O problema começará a resolver-se no dia em que não haja mais descargas no rio Diz, na conhecida conduta. Vamos ver quem será capaz de assegurar aos Cidadãos da Guarda que essa será a primeira medida do novo mandato.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cartografia da Água (5)

O ribeiro da Quelha corre quase todo o ano, passando-se quando tem muita água a pé. Irriga os lameiros vizinhos, vai ter ao Enchido, é encaminhada pelo campo de futebol até à lavagem e segue para o ribeiro dos Freixos. Zona de abundante água, a paisagem é verde preenchida com muitos freixos.









domingo, 7 de maio de 2017

Cartografia da Água (4)

A Fontinha da Vila é uma presa situada na orla poente da povoação, no caminho dos Lamaceiros. Junto ao caminho, dava de beber aos animais. 



A poucos metros, encontra-se a Lagoa dos Lamaceiros. A paisagem desta zona é constituída por lameiros, alguma terra de cultivo, freixos e carvalhos.






sexta-feira, 5 de maio de 2017

Resposta da Casa Civil da Presidência da República


(Carregar na imagem para ampliar)

Cartografia da Água (3)

O Ribeiro das Naves tem este ano pouca água (dizem os agricultores que o caudal que tem hoje é equivalente num ano normal ao que teria o mesmo em finais de Julho). À beira do caminho dá de beber aos animais que passam e mantém verdes alguns lameiros próximos.




Como se pode ver nas imagens, afastando-se do ribeiro a paisagem verde dos lameiros começa a dar lugar a cabeços mais secos, e os freixos começam a dar lugar a carvalhos e arbustos.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cartografia da Água (2)

Tentarei fazer um exercício informal (sujeito a ser complementado) daquilo que entendo ser a "Cartografia da Água", usando como exemplo o Rochoso (peço desculpa aos meus leitores que não estejam familiarizados com os locais mencionados). Nas fotografias que apresentarei, tiradas em Abril deste ano, os vê-se pouca ou nenhuma água. Propositadamente para ilustrar o grave problema de falta de água que sentimos.
O Rochoso tem dois cursos de água principais: o Rio Noéme a Sul, a Ribeira das Cabras a Norte. A Norte e a Poente da povoação a geografia dominante é o planalto granítico enquanto que a Sul se situam os terrenos mais produtivos. A nascente a natureza é constituída por terrenos de cultivo e floresta. Dois ribeiros nascem e complementam-se junto à povoação, crescem e vão ter ao Noéme: o Ribeiro dos Freixos e o Ribeiro das Naves. As águas que andam à superfície na orla poente alimentam a Lagoa dos Lamaceiros e a chamada Fontinha da Vila (uma presa no caminho onde os animais bebiam). Todas essas águas descem por caminhos públicos, terrenos e lameiros privados e vão ter pelos Linhares ao caminho da Quelha, ao Enchido e formam o Ribeiro dos Freixos, que alimenta o Ribeiro das Naves que vai ter ao Rio Noéme. As águas que andam à superfície na orla norte, alimentam o Fontanhão, outra presa à beira do caminho onde os animais bebiam. 
Dentro da povoação, o Largo da Aldeia tem um chafariz de início de século XX e a imemorial Fonte Carvalha, a Relonga tem uma fonte de mergulho. O Outeiro de Baixo tem um chafariz e uma fonte de mergulho e o Outeiro de Cima tem outro chafariz.
Sabendo-se onde está a água, componham-se os caminhos com as valetas bem feitas, desobstruam-se as regueiras e os aquedutos, limpem-se as presas e as fontes, encaminhe-se a água para que chegue ao seu destino sem se perder, construam-se represas que aproveitem as águas pluviais, lavrem-se os terrenos, plantem-se espécies que favoreçam a retenção de águas... 
É isto que também está por fazer. Dá trabalho e não se compadece com festanças, mas os eleitores hão-de perceber a diferença.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

"FIT 2017: Anúncio 2 – O Rio Noéme", in Sol da Guarda

Pode ler-se no Sol da Guarda.

Cartografia da Água (1)

É sabido que a Água é o bem mais precioso. São alguns os estudos que dizem que 20% do território português está desertificado e 40% exposto ao problema. Partes do Mundo (África, Ásia e América do Sul e Central têm escassez de água e não têm água canalizada. A ONU decretou a década 2018 - 2028 "Água como fonte para o desenvolvimento sustentável".
Na Guarda, onde o saneamento básico chegou nas décadas de 80 e 90 do século passado (e damos isso como adquirido, apesar de ter sido tão recente), destruímos este recurso. Mantemos um Rio continuamente poluído. Não só o poluímos como desaproveitamos este recurso cada vez mais escasso (veja-se este ano e oiçam-se os agricultores). Defendo pois, que para que se aproveite a Água, se conheça e se saiba onde está - a "Cartografia da Água".
Sabemos que no concelho da Guarda nascem três Rios: Mondego, Zêzere e Noéme (este último desagua no Côa, que posteriormente vai ao Douro). Mas sabemos que ribeiras, ribeiros, fontes, lagoas, presas alimentam esses cursos de água? É este o trabalho que deveria ser feito, indo ao terreno, ouvindo os mais velhos das nossas aldeias, usando as tecnologias de informação geográfica existentes e produzindo conhecimento para depois se trabalhar.
Ir em busca da Água do concelho: dá trabalho, é preciso gostar-se e não oferece fotografias para like no Facebook, mas seria porventura um dos  trabalhos a fazer-se urgentemente.

sábado, 29 de abril de 2017

Legendas para uma foto


(créditos da imagem: Victor Sousa)

Escolham os meus leitores a melhor legenda:

1. "O que é bonito o Álvaro não me mostra"

2. "Se eu fosse candidato à Câmara da Guarda dava aqui um mergulho"

3. "Não terminarei o mandato sem uma selfie no Noéme"


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Em dia de visita presidencial

Mais uma descarga no Noéme.
(Em breve mais um vídeo da vergonha)



terça-feira, 25 de abril de 2017

"Conquista", de Miguel Torga

Fez-se a Revolução para que não mais se tivesse de pedir por favor a alguém antes de se exprimir uma opinião. Fez-se a Revolução para que não mais se tivesse de pedir por favor a alguém para pensar. Feita a revolução, cabe a cada um de nós defender o direito de pensar, falar e agir. Cabe a cada um de nós o dever de intervir.


"Conquista" de Miguel Torga:

Livre não sou, que nem a própria vida 
Mo consente. 
Mas a minha aguerrida 
Teimosia 
É quebrar dia a dia 
Um grilhão da corrente. 

Livre não sou, mas quero a liberdade. 
Trago-a dentro de mim como um destino. 
E vão lá desdizer o sonho do menino 
Que se afogou e flutua 
Entre nenúfares de serenidade 
Depois de ter a lua!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

"Plantar uma horta é criar “vacinas contra a poluição”, in Fugas

Como tornar as nossas cidades um pouco mais verdes.
Pode ler-se este interessante artigo aqui.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O dia em que a CP tentou que os comboios deixassem de parar no apeadeiro do Rochoso

 No início da década de 90, eu ainda gaiato, a CP quis que os comboios deixassem de parar no apeadeiro do Rochoso. Revoltou-se a população, bloqueou a linha e veio a polícia de choque. Chegou a haver confrontos e a intervenção da Dra. Maria do Carmo Borges permitiu que se chegasse a uma situação de consenso entre a população e a CP: os comboios pararem no apeadeiro embora com menos frequência. Lembro-me de não me terem deixado participar nessa contestação por ser perigoso. Fiquei em casa dos meus avós aguardando notícias do apeadeiro.
Que ilações se tira desta pequena história:
1. Perigoso não é contestar quando se tem razão. Perigoso é não fazer nada e deixar que façam tudo.
2. Quando por razões justas o Povo se une e contesta, vence.
3. Dito isto, cabe à Comunidade mostrar ao Poder que quer o rio Noéme despoluído.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

As Crónicas do Noéme no "Argumentário", programa de grande entrevista da Rádio Altitude

Ontem estive em directo no Argumentário, programa de grande entrevista da Rádio Altitude, e o tema  da conversa foi o Rio Noéme.

Podem ver a conversa no Facebook da Rádio Altitude.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O PS da Guarda e o rio Noéme

A única pessoa no PS da Guarda que no último mandato tinha uma ideia e a expressou várias vezes sobre o rio Noéme era o arquitecto Joaquim Carreira, natural de Vila Fernando (uma das povoações afectadas pela poluição do rio). Do restante PS, nada. Creio mesmo que nunca levou o tema à Assembleia Municipal.

O candidato à Câmara da Guarda nas próximas eleições é Eduardo Brito e vem de Seia. Trará algo de novo no discurso e na acção sobre este crime ambiental?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Onde estão os estudo para o projecto de despoluição do rio Noéme?

Andaram na agenda mediática por aqueles dias e nunca mais se ouviu falar deles. Voltarão a aparecer vídeos bonitos por altura da campanha eleitoral?

sábado, 8 de abril de 2017

Candidatos

Começam a ficar definidas as candidaturas à Câmara Municipal da Guarda. Venham agora as ideias e a acção. Algum deles poderá dizer que põe fim imediato às descargas poluentes no rio Noéme?

domingo, 2 de abril de 2017

Ministro do Ambiente na Guarda (1 de Abril)

O post de ontem era obviamente uma brincadeira de 1 de Abril. Não sabemos de nenhuma iniciativa para resolver o problema do rio Noéme.

sábado, 1 de abril de 2017

Ministro do Ambiente na Guarda

Confidenciaram a este blogue que o Ministro do Ambiente está este sábado nos arredores da Guarda, numa reunião "discreta" e fora de agenda, com o objectivo de resolver o problema do rio Noéme.

quarta-feira, 22 de março de 2017

"Tempo das chuvas", de José Eduardo Agualusa

Antes que venham as primeiras chuvas
acender
Amarelas flores entre os rochedos
E o céu se torne móvel de compridos pássaros
E todo o chão se cubra do verde novo
Do capim
Saberás pelo vento que chegaste ao fim.

sexta-feira, 17 de março de 2017

"Folhas soltas-139 Rio Noéme", do Professor José Valente


Publico o texto do conterrâneo e amigo, professor José Valente:


Folhas soltas-139
Prof. José Valente

Rio Noéme
Ladeando a cidade da Guarda pelo sul, vem lá da Serra da Estrela, onde nasce, com caudal frágil e diminuto, a mil metros de altitude. 

Ao contrário dos irmãos mais fortes e alentados – Mondego e Zêzere – toma o rumo de Leste e, após poucos quilómetros na zona serrana, percorre, lenta e calmamente, já na companhia do Rio Diz, o Planalto Beirão, para, após os últimos 30 Kms, junto da aldeia do Jardo, se misturar com o Rio Côa e seguirem para Norte, até ao Douro. 

Os 400 metros de declive entre a nascente e a foz do Noéme que, embora sem grande pressa não se esquece da sua condição de rio de montanha, são percorridos em terrenos pedregosos, desfrutando um vale ancho, ladeado por barrocos graníticos e espraiando-se, a espaços, em verdadeiras praias cercadas de lameiros e veigas férteis, emolduradas por freixos e salgueiros.

Entre as aldeias que ao longo do Noéme se foram desenvolvendo falamos, hoje, do Rochoso. A meio caminho entre Vale de Estrela e Jardo, a “ribeira do Rochoso” foi paraíso de muitas gerações e gáudio de muitos jovens que ali se banharam, por lá confraternizaram repartindo as merendas, ou meditaram e se inspiraram, lendo e escrevendo nos períodos de ócio, ou férias.

As palavras e expressões como doçura, suavidade, graça, alegria…vêm do antigo hebraico – no’ami -, de onde, segundo os etimologistas, provém Noemi, ainda em uso pelos menos novos, que viria a dar origem ao nome actual: Noéme. Compreende-se, pois, todo o bucolismo, saudade e bairrismo de quem nasceu naquelas terras, ou a elas se sente ligado.

É que a maior parte daquelas aldeias, perdidas por montes e vales, hoje quase abandonadas, foram alfobres de gentes de rija têmpera, que no seu País ou espalhadas pelo Mundo, sofreram, lutaram e triunfaram, sem nunca esquecerem as suas origens e a ligação à terra que as viu nascer e crescer. 

Porém, que maior maldade se poderia fazer a estas gentes e às suas memórias que matar o seu rio; acabar com as águas límpidas e serenas em que se reviram e refrescaram nos quentes verões da sua meninice; expulsar ou extinguir os peixinhos que serviram de pretexto a uns belos copos com os amigos? 

As novas estradas, comodidades, conforto, nível de vida, educação, instrução, etc, etc… tudo não passará de nada, quando comparado com a morte da “sua ribeira”, o remanso dos seus moinhos, as sombras dos seus freixos, a lembrança de tempos difíceis, mas…felizes.

O nosso apelo é muito simples:

Não nascemos no Rochoso, mas somos de lá; não temos, por isso, receio de falta de legitimidade, pedimos às autoridades competentes que façam aquilo que há-de perpetuar a sua lembrança junto dos vindouros: realize, sr. Presidente da Câmara da Guarda, um milagre – salve o rio Noéme, ressuscitando-o.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Dia Mundial da Canalização

Comemora-se a 11 de Março o Dia Mundial da Canalização.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Legendas para uma foto



(foto do jornal O Interior)

Peço aos estimados leitores que escolham a melhor legenda para a foto:

- O Noéme não é problema meu!
- Não tenho nada a ver com o que é despejado na conduta da Gata!
- Não quero voltar a ouvir falar nisso!
- Não podem tirar férias de Verão nem falar sobre o Noéme!
- Lavo daí as minhas mãos. Vejam como estão lavadas!

quinta-feira, 2 de março de 2017

"Inspecção do Ambiente sela conduta suspeita que ligava farmacêutica Cipan ao Tejo", in Público

"Houve uma denúncia indicando que a conduta permitiria descargas directas de esgotos no Tejo sem passar por qualquer tratamento." pode ler-se no texto.

A notícia completa na edição de ontem do Público.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo (4)

Mantive o título do espectáculo comunitário que se fez durante muitos anos na Guarda. Mantive a marca já consolidada, embora o que se assistiu no domingo tenha tido muito pouco de Julgamento e Morte do Galo do Entrudo. 

Como disse naquele dia num depoimento à Rádio Altitude preferia o formato antigo, com uma encenação rica, textos brilhantes, actores extraordinários e uma queima do Galo espectacular. À noite! Faça-se a história do espectáculo, comparem-se os textos e vejam-se as diferenças. 

Sobre o contexto, a tradição, o que significa o "Galo": está em risco de perder-se isso tudo. Sobre a palavra "Entrudo", em pouco tempo ninguém saberá o que significa palavra tão estranha. Mais uma vez este executivo camarário em vez de acrescentar, destruiu o que estava bem. Podia acrescentar ao evento o Desfile das Freguesias (bela iniciativa e muito bem conseguida), mas em vez disso preferiu destruir o que era muito bom (só porque não era da sua autoria). Este ano, o espectáculo da Praça Velha consistiu numa projecção em vídeo de depoimentos valorizando o que de mal tem a Guarda. 

O Desfile das Freguesias traz muita gente à cidade. É um belo momento de afirmação do concelho e da comunidade. Uns carros mais interventivos que outros, com temas muito diferentes entre si, todos muito bonitos.  Houve de tudo: mensagens fortes, a de Vila Fernando por exemplo sobre o rio Noéme (também o Rochoso se referiu ao problema); a memória e as tradições (Pousade homenageando o Teatro, a Castanheira os enchidos e a Vela o Joaquim Chamisso), a sátira política nacional e local e instalações imponentes como a da Arrifana. Podem orgulhar-se os que participaram.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo (3)

No vídeo projectado no Julgamento do Galo, uma das testemunhas de "defesa" aparecia, falando das vantagens da poluição do rio Diz:








segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Julgamento e Morte do Galo do Entrudo (2)

As fotos da instalação "Fábrica dos Tabares" apresentada por Vila Fernando no desfile das freguesias: