quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Prémio "estou confuso: quem é que tem de fazer o tratamento?"

"Nós não podemos estar a fazer este investimento e continuar com índices de poluição. Isso não aceito de maneira nenhuma. Tem de ter solução. Eu não reclamo novas ETAR, o que eu reclamo é despoluição dos rios, ou seja, o tratamento tem de ser feito de modo a que os rios sejam límpidos, transparentes e com vida", Álvaro Amaro em declarações à Rádio Altitude.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Prémio "agora sim estou mais descansado"

"Os agentes poluidores estão hoje, sejam empresas ou particulares, com uma grande sensibilidade e a fazerem investimentos justamente para que não haja essa poluição", Álvaro Amaro em declarações na Rádio Altitude.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

E a lista dos poluidores?

E agora, já se pode saber quem são os poluidores do rio Noemi?

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sobre o valor e o significado das palavras

Porque se fala em despoluição do rio Noéme se neste momento não está prevista qualquer acção nesse sentido? As descargas poluentes continuarão.

Requalificação da envolvente será a expressão mais correcta. Nem sequer se trata de requalificação/limpeza das águas do rio. 

Sejamos rigorosos.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Comunicar ou atirar lama para os olhos?

1. Em 2016, no Dia da Cidade, Álvaro Amaro anunciou o projecto de despoluição dos rios Diz e Noéme. Na altura foram igualmente apresentados "os passadiços do Mondego". Falava-se na altura em 3 milhões de euros.

2. Em Janeiro de 2018, em entrevista à Rádio Altitude dizia que iria ter uma reunião com os poluidores identificados, que o projecto de "re-naturalização" avançaria após a despoluição e afirmava que arriscava tudo sem ter 1 euro e que lhe custaria aceitar que este projecto não tivesse enquadramento e financiamento no âmbito do programa comunitário 2020.

3. Em Maio de 2018 era noticiado que decorrente dos incêndios florestais o Fundo Ambiental por intermédio da Agência Portuguesa do Ambiente disponibilizaria 1 milhão de euros para regularização fluviais nas linhas de águas afectadas pelos incêndios de 2017.

4. Se o projecto de "re-naturalização" só avançaria após a despoluição então porque se estão a fazer os trabalhos agora, aparentemente pela ordem inversa? Ou os trabalhos agora anunciados não são de re-naturalização?

5. O blogue "Sol da Guarda" publicou ontem um post com a descrição e o valor das empreitadas feitas pelo Município da Guarda relativo a este tema. Total adjudicado: 1 390 215 euros. As descrições são bem indicativas do que se trata efectivamente.

6. Se só nesta fase se gastarão 1 390 215 euros, quanto custarão as restantes fases e o outro projecto?


À falta de esclarecimentos, poderemos concluir o seguinte:

Estes trabalhos nada têm a ver com o "estudo de despoluição dos rios Diz e Noéme" inicialmente anunciado. Provavelmente se não tivessem ocorrido os incêndios de 2017 esta verba não existiria e consequentemente estes trabalhos também não. A ser assim, o que agora se apresenta como a fase 1 da despoluição do rio Noéme, como a "revolução tranquila", nada mais é que um golpe mediático. 

Que se façam as obras e que se resolva o problema de vez. Mas que não se tente levar as pessoas por parvas, pois ainda não será nesta fase. Nem se sabe quando será a próxima ou quando será fechada a conduta que despeja no rio na zona da Gata. Por isso não se apresentam estudos, calendários, orçamentos e planos de execução - para que as pessoas não saibam.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Dúvidas sobre o projecto em curso (4)

1. Em que fase e em que data deste projecto se prevê fechar a conduta da Gata que despeja efluentes no rio?

2. Porque não se começa por aí?

domingo, 14 de outubro de 2018

Dúvidas sobre o projecto em curso (3)

Quando o projecto de despoluição dos rios Diz e Noéme e os Passadiços do Mondego foram anunciados, em Novembro de 2016, noticiava-se um investimento na ordem dos 3 milhões de euros.

Se na fase 1 do projecto despoluição dos rios Diz e Noéme se vai gastar 1 milhão ou 1 milhão e 300 mil euros quanto custarão as restantes fases do projecto? 

E os Passadiços do Mondego?

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Dúvidas sobre o projecto em curso (2)

Tem sido referido nas notícias que irá ser feito um trilho de manutenção ecológica (citamos o nome de cor).

Esse trilho será feito na parte pública ou nos terrenos ribeirinhos privados? 

Se sim, serão os proprietários indemnizados?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Dúvidas sobre o projecto em curso (1)

Lemos em O Interior desta semana a notícia da despoluição do rio Noéme. Nada de novo face ao já noticiado a semana passada.

Subsistem dúvidas que nos parecem prementes. Começamos pelas mais fáceis, assim queiram os responsáveis esclarecer:

1. Porque não é público o estudo e o plano detalhado dos trabalhos?

2. Se esta fase tem de estar impreterivelmente terminada a 20 de Dezembro, porque não começaram antes? Estarão à espera que chova para que não possam intervir no leito do rio?

3. O que acontecerá se as obras não estiverem concluídas a 20 de Dezembro?

4. Quanto custa afinal esta fase da obra? O Interior e o Jornal do Fundão referem 1 milhão de euros; a Rádio Altitude noticia que o investimento será de 1 milhão e 300 mil euros.

5. Esse valor será para a requalificação das galerias ripícolas e das estruturas hidráulicas. Durante quanto tempo? Fazem agora e termina, ou algum desse valor será usado nos próximos anos para manter tudo limpo? Quantos anos?

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

"Chegue-se um pouco para o lado, está a tapar a luz do sol"

"Diógenes, o fisósofo grego que fundou a escola cínica, vivia numa pipa. Quando Alexandre, o Grande, o visitou enquanto relaxava ao sol e lhe perguntou se havia algo que pudesse fazer por ele, o cínico respondeu a conquitador todo-poderoso: "Sim, pode fazer algo por mim: por favor, chegue-se um pouco para o lado, está a tapar a luz do sol", Yuval Noah Harari, in Sapiens