quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Geneanologia

Para se compreender na totalidade a complexidade do problema do rio Noéme  e porque dura há tantos anos, talvez fosse necessário estudar a fundo a genealogia do poder na Guarda.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Regionalização

A Regionalização poderá voltar à agenda política nesta legislatura. Aberto a todos os argumentos, deixo o meu contributo a partir das margens do Noéme:

- O rio já estaria despoluído com um poder regional, mais conhecedor do problema mas também mais próximo e possivelmente influenciável por circunstâncias locais?

- Ou será mais vantajoso para o rio, que a análise seja feita por um Poder distante, imparcial, totalmente desconhecedor das idiossincrasias regionais?

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Entrevista ao Ministro do Ambiente na RTP

A entrevista foi transmitida no dia 27 de Novembro na RTP e foram abordados os seguintes temas:

- Exploração do lítio, tema que dominou grande parte do programa.

- Tratamento e recolha de resíduos.

- Estado das pedreiras, no rescaldo do acidente de Borba do ano passado.

- Água: abastecimento e escassez. "Nunca me verão optimista em relação a esse tema", disse o ministro. Não referiu nada acerca da qualidade das águas dos nossos rios.

Esperava uma entrevista mais baseada na discussão de políticas ambientais e de ideias, do que a olhar para factos da agenda. 

Sobre a exploração do lítio em Portugal, deixo as minhas notas para discussão à margem da entrevista (talvez um dia lhe dedique um post):

- Assumindo que existe e em quantidades que justifiquem, Portugal quer ter uma economia do tipo extractivo? 

- O que vão ganhar as populações dos sítios onde vai ser explorado? (E o que vão perder);

- Qual o melhor modelo de negócio (público, privado, público/privado)? O modelo de negócio implementado na Noruega em relação ao petróleo é aqui aplicável?

- Onde fica o valor acrescentado da exploração e os ganhos com a transferência de tecnologia? Ou o trabalho "limpo" irá para os países desenvolvidos?


Pode ver-se a entrevista completa no RTP Play.

sábado, 30 de novembro de 2019

"A pegada da nossa roupa", in Público

Lemos esta notícia muito interessante na edição de ontem do Público. Os dados apresentados deviam fazer-nos reflectir sobre a questão do consumo sustentável e da poluição associada à produção daquilo que vestimos. O dossier "A (in)sustentabilidade da moda" traz ainda mais informação sobre o tema.


Já tínhamos abordado esta questão neste espaço a propósito do documentário "For the Love of Fashion" de Alexandra Cousteau.


"A indústria têxtil é considerada uma das mais poluentes, desde a produção, fabrico, transporte e uso (lavar, secar e engomar). Os impactos ambientais sentem-se sobretudo ao nível do consumo de água, da erosão dos solos, da emissão de CO2 e dos resíduos e desperdícios resultantes.", é escrito no artigo. 

Infelizmente, sabemo-lo bem por aqui.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

"Quinta da Taberna é o primeiro projecto a pensar «no potencial» dos Passadiços do Mondego", in Rádio Altitude

Lê-se na notícia da Rádio Altitude: "a requalificação da praia fluvial e da zona de lazer da Quinta da Taberna já é um projecto a olhar para um futuro próximo com crescente procura turística".

Tamanha procura turística fará com que os ditos que não caibam nas praias fluviais do Vale do Mondego, rumem às açudes do Noemi. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

"OCDE pede aos governos para não financiarem empresas poluentes", in RTP

"A OCDE recomenda os governos que fechem a torneira dos apoios públicos a empresas que não cumpram objectivos climáticos.", lê-se na notícia.

Ainda não lemos o relatório, mas estamos globalmente de acordo com as declarações de Jorge Moreira da Silva. Contudo, tal como o Governo, parte de um princípio errado e incompleto: estamos em emergência climática, mas esse não é único problema. Há ainda rios poluídos em Portugal. Há ainda empresas que poluem à moda antiga. Acaba por ser também hipócrita: que alternativas existem hoje, por exemplo, ao transporte de mercadorias sem recurso a combustíveis fósseis em Portugal? Sabemos a anedota que é o transporte ferroviário em Portugal. Não me refiro sequer aos países subdesenvolvidos, com populações elevadas a viver na miséria. Que alternativas económicas têm para dar a volta a isso sem ficarem ainda mais pobres.

Existem questões de definição e de semântica por clarificar: para o Governo, as organizações internacionais, Jorge Moreira da Silva, empresas poluentes são aquelas que não cumprem objectivos climáticos. Que usam combustíveis fósseis na sua actividade.Que eventualmente servem carne aos trabalhadores nos seus refeitórios. Poluentes dirão, somos todos nós.

É uma visão que olha para o Mundo a partir do hemisfério norte e que nem aí é rigorosa. Saindo das capitais, há actividades poluentes que o são, por uma questão de modelo de negócio. Por falta de investimento, por ganância ou porque sempre fizeram assim. O que se deveria questionar é se assim fará sentido o negócio que as suporta. Que alternativas existem.

E essas, podem ter apoios públicos? Defendemos que não. 

Devem fechar portas? Defendemos que já passou o tempo da reconversão. As que não se adaptaram devem fechar portas. Já não lugar para empresários do século XIX que vivem à custa do Ambiente.

E quanto a multas? Devem ser muito pesadas e aplicadas a sério. Mas esse dinheiro não pode ir para nenhum cofre, deve ser aplicado na hora na reconversão dos prejuízos causados no local. Deve retornar às populações que foram prejudicadas.