sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um Amigo que parte

Faleceu Mário Martins.

Não o conhecia pessoalmente quando o contactei para que me falasse da "sua" Cooperativa de Camponeses do Vale do Mondego. Recebeu-me generosamente em sua casa. Muitas conversas depois, voltou generosamente a aceitar o pedido que lhe fiz de apresentar publicamente o livro "Guarda os produtos de cá" (fez por estes dias três anos). Encontrávamos-nos amiúde, muitas vezes no TMG.

Camponês entre camponeses, culto como poucos, era sobretudo sobre Agricultura e Natureza que falámos. E do "seu" Vale do Mondego! Frontal, duro e corajoso a enfrentar os poderes, não se poupava a uma luta que considerasse justa. Amigo desta causa, do Noemi pois claro.

Ficamos todos mais pobres. Perde a Guarda um dos seus melhores.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Respostas da GNR - Direcção do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, recebidas no dia 13 de Novembro

Relativamente ao assunto em epígrafe, incumbe-me o Exm.º Major-General Comandante Operacional da Guarda Nacional Republicana de informar que:


1. Desde meados de 2002, é do conhecimento do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) da Guarda, que a empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, efetua descargas diretamente no coletor da CM da Guarda, tendo a referida empresa, entretanto sido alvo de uma contraordenação;

2. Em 2006, foi elaborado outro auto de notícia por contraordenação, por descargas de águas residuais para a via pública e que consequentemente desaguavam diretamente no rio Noéme;

3. Em 2007, a mesma empresa foi novamente fiscalizada e procedeu-se à recolha de uma amostra do efluente para análise, da qual resultaram valores limites de emissão (VLE) superiores aos permitidos por lei, o que levou a que fosse elaborado mais um auto de notícia por contraordenação;

4. Em 2008, a mesma empresa foi objeto de uma nova fiscalização, na sequência da qual, foi mais uma vez recolhida uma amostra para análise, que teve como como resultado, VLE superiores ao permitido por lei, pelo que foi levantado outro auto de contraordenação;

5. Em 07 de Abril de 2011, na sequência de uma denúncia de descargas de águas residuais, o Comando Territorial da Guarda, através do seu NPA, recolheu nova amostra de águas residuais, num “coletor ali colocado pertença da Câmara Municipal da Guarda e que se destina única e exclusivamente a servir a empresa Sociedade Têxtil Manuel Rodrigues Tavares”,pelo que foi “foi contactada a Câmara Municipal da Guarda, na pessoa Senhora Engenheira Filipa, responsável pelo Pelouro Ambiental a qual foi informada que iria ser elaborado auto de notícia por contraordenação”;

6. Em 2013, também na sequencia de uma denúncia, foi mais uma vez identificada uma descarga proveniente da mesma empresa, tendo sido elaborado novo auto de notícia por contraordenação, desta vez por “utilização de recursos hídricos sem o respetivo título”;

7. Em 2015, foi levantado novo auto de contraordenação à mesma empresa e pelos mesmos factos referidos no ponto anterior;

8. Os autos de contraordenação elaborados, são remetidos à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C) para instrução e decisão;

9. Informa-se ainda, que para além dos processos de contraordenação, existem igualmente processos relativos a crimes ambientais, onde a referida empresa é arguida;

10. No decorrer de algumas investigações subsequentes, pode-se afirmar que “a ETAR da firma Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, SA, encontra-se ligada a um coletor público de águas residuais, e descarrega no rio Noéme, este coletor é da responsabilidade da Câmara Municipal da Guarda sem que este possua qualquer tipo de tratamento”;

11. Todavia, é relevante referir que “além das descargas feitas pela citada firma para o coletor municipal, não se consegue aferir se existem outras ligações ao mesmo coletor, pelo que não se consegue provar se as águas residuais em causa resultam apenas da empresa denunciada, pois o resultado da análise efetuada ao coletor municipal indicia que haja o contributo de outro tipo e efluente”.

Questões enviadas à GNR no dia 29 de Outubro

Em debate promovido pela Rádio Altitude na última campanha eleitoral, o vereador Sérgio Costa da Câmara Municipal da Guarda disse que há vários agentes poluidores do rio Noéme e estão identificados. Face a esta informação gostaria de questionar sobre o seguinte:

1. Estes agentes poluidores são do conhecimento do SEPNA?

2. Se sim, foi tomada algum tipo de iniciativa para pôr fim ao problema?

3. Se não são do conhecimento do SEPNA já pediram à Câmara Municipal da Guarda a sua identificação?

4. Que acções concretas desenvolveu o SEPNA em relação à poluição do rio Noéme?

5. Foram aplicadas contra-ordenações ao longo deste ano por descargas poluentes no rio Noéme?


As resposta a estas questões serão publicadas no blogue Crónicas do Noéme.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Porque em campanha eleitoral as palavras não podem ser vãs (1)

Dada a ausência de resposta das entidades contactadas, algumas a 29 de Outubro, começarei amanhã a publicar as questões colocadas.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

"Attero" de Bordalo II

"A sua técnica e particular matéria-prima, conferem-lhe um adicional interesse político e económico, como exemplo (artístico) único de uma desejável economia circular, em que a reutilização se apresenta como procedimento (sustentável) de presente e futuro, em detrimento de uma economia linear, de produção excessiva e descartável"
Lara  Seixo Rodrigues, curadora da  exposição


("Sick world", publicação da foto autorizada pelo autor da peça)

Bordalo II é um artista que faz da rua o seu expositor e do lixo a sua matéria-prima. As suas obras, localizadas um pouco por todo o Mundo, são um manifesto contra o desperdício e a destruição dos recursos do Ambiente. 

Nesta exposição ("Aterro") apresenta a sua obra, desde as peças mais pequenas aos grandes animais, porventura os mais conhecidos do público. Tudo construído com as sobras da sociedade de consumo. Activista, defende que o seu trabalho e a mensagem que pretende veicular através dele, são infelizmente actuais. Porque os recursos do Planeta são finitos.

De visita obrigatória. Para abanar consciências.


Attero
Bordalo II
Rua de Xabregas, 49
04 a 26 Nov '17
Qua. a Dom.
14h - 20h



domingo, 5 de novembro de 2017

Porque em campanha eleitoral as palavras não podem ser vãs

Porque em campanha eleitoral as palavras não podem ser vãs, enviei uma série de questões às entidades que nos governam.

Publicá-las-ei logo que cheguem.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Incêndio do Rochoso (7)

Agora que passou o período de campanha eleitoral e não havendo ainda responsáveis pelo grande incêndio que lavrou no Rochoso em Julho passado, o que já fez a Câmara Municipal da Guarda para ressarcir os proprietários e produtores afectados?

Tanta queixinha na altura por parte do presidente da Câmara por não ter sido convidado para o posto de comando...

Tantas proclamações que os afectados deveriam ser apoiados e ressarcidos...

Recolhida em cada freguesia a lista dos prejuízos...

O que foi feito?