domingo, 9 de dezembro de 2018

A Árvore


Esta menina fez, no dia 1 de Dezembro, 118 anos. Poderia chamar-se a "Árvore da República", entre nós simplesmente "A Árvore". Classificada, retiraram-lhe a placa que contava a sua história. Assim se destrói a memória que estava perdida num pedaço de jornal antigo que encontrei. Relato, muitas décadas depois, de um aluno, que em 1910 na Festa da Árvore organizada pelo professor Francisco António Sanches. Diga-se que essa celebração, especial nesse dia, era organizada nos primeiros anos da nóvel República para fomentar os valores da Natureza, da Restauração e da Consciência Ambiental. Acrescento eu: e da Cidadania. Vivem-se tempos de apagamento da História e da Memória dos lugares. Com ou sem placa, a Árvore continuará, mais saudável que os regimes, matriarca da aldeia.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Actas de reunião de Câmara Municipal?

Quisemos consultar as actas de reunião de Câmara Municipal da Guarda para confirmar o que tem sido discutido sobre a poluição do rio Noéme mas...



(Print retirado a 06 Dezembro de 2018.
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De Agosto em diante não se tem discutido nada.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Os monólogos do presidente

Na série "Sara" (excelente sátira ao mundo da TV e do espectáculo) que a RTP2 transmitiu recentemente, uma das personagens, actriz de novela, dá um conselho a uma actriz consagrada e competentíssima que recentemente chegou ao mundo da TV: "para sobressaíres numa cena tens de ser sempre a última a falar, nem que seja para dizer "pois"." Queria ela dizer que para ganhar protagonismo, devia roubar a cena ao colega, devia saltar por cima do argumento e dizer qualquer coisa para que fosse a última a falar.

Veio-nos isto à lembrança acerca da breve publicada n' O Interior em que se dizia que o presidente da Câmara, em resposta a um vereador do PS sobre o foco de poluição ocorrido recentemente na Quinta da Pocariça, afirmou "que iria multar a empresa quando fosse apurada a responsabilidade" (cito de cor).

A notícia não refere se o vereador da oposição contra-argumentou, se questionou a resposta ou se ficou satisfeito com a mesma. Aparentemente acabou tudo ali. E havia muito para contra-argumentar. Sobre como tenciona responsabilizar os intervenientes, sobre outros focos de poluição, sobre listas de poluidores, sobre estudos de despoluição, sobre trabalhos de despoluição que está comprovado não o serem. Porque não o fez? Por falta de preparação ou terá ficado de consciência tranquila por ter feito a pergunta e daí ter lavado as mãos logo a seguir? Recorde-se que os dois partidos do poder na Guarda têm responsabilidades na poluição do rio Noéme.

Por outro lado, o presidente permite-se responder a primeira coisa que lhe vem à cabeça, sem se rir, sabendo que ninguém o vai rebater. Não é de agora, é de sempre. Comporta-se pois como um mau actor cuja única preocupação é ser o último a falar, nem que seja sempre a dizer "pois". Às vezes nem precisa roubar a cena, basta-lhe aproveitar as deixas que os outros lhe dão. Quanto a esclarecimentos sérios, estamos conversados.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

E a Estação-Elevatória da Quinta da Granja?

Houve um tempo em que a Estação-Elevatória da Quinta da Granja era a solução para a poluição do rio Noéme. Foi construída.

Está em uso? 
A quem serve?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Breve da última sessão de Câmara

Vimos numa breve do jornal O Interior, que na última sessão de Câmara, o presidente terá dito que vai multar a empresa responsável pela última descarga poluente na Quinta da Poçarica noticiada anteriormente:

Se assim é, gostaríamos de saber:

- Que poder tem a Câmara para multar o poluidor? Ou que outros meios tem para puni-lo?

- Se os tem, porque não o fez antes em relação a outros poluidores conhecidos?

- Se não tem, para quê encher a boca com algo que não vai cumprir?

- Vai fazer o mesmo em relação à lista de poluidores que o vereador Sérgio Costa diz ter em seu poder?

sexta-feira, 23 de novembro de 2018