quinta-feira, 22 de setembro de 2016

E a poluição no rio Noéme, senhor presidente, também é uma rasteira à Guarda?

Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, considera a providência cautelar para evitar o abate de árvores no Parque Municipal "uma rasteira à Guarda". Refere ainda que "o protesto é político e não vai reavaliar nada".

Numa conferência de imprensa convocada para reagir à decisão do Tribunal, está resumido todo um mandato autárquico e toda uma postura do poder vigente.

Sobre o Noéme não fala. Sobre o Noéme esconde-se. Talvez seja também uma rasteira à Guarda.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Quantas ribeiras tem a Guarda, senhor presidente?

Temos escutado muito pouco sobre Ambiente neste último mandato autárquico. E quando se ouviu alguma coisa foi por más razões: lembro-me de repente do abate das árvores da Avenida Cidade de Salamanca e recentemente do Parque Municipal ou do continuado adiamento e conivência face ao crime perpetuado contra o rio Noéme.

Creio mesmo que Álvaro Amaro nunca fez alguma proclamação, nem mesmo bacoca, sobre planeamento do território, valorização dos produtos endógenos, agricultura, protecção do ambiente e meio rural. Ou o que fazer desta terra tão rica, mesmo quando a tentam fazer pobre. 

Será por desinteresse ou por falta de conhecimento? Ao fim de quase um mandato, mesmo caindo de para-quedas na Guarda, já teve tempo de conhecer um pouquinho mais do concelho que governa fora das patuscadas que tem patrocinado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O crime do Noéme só se resolve se...

- As freguesia afectadas tiverem coragem de boicotar as eleições até deixar de haver descargas poluentes;

- Um presidente em exercício perder as eleições por causa disso;

- Algum Tribunal pegar no assunto e castigar exemplarmente os culpados.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os significados da "Mão" (2)


Quisessem os poderes e a Mão também poderia significar um "alto e pára o baile". Um "BASTA!" de impunidade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

"A descarga deliberada", in Sinais (TSF) de Fernando Alves

"Os casos de crime ou de negligência ambiental nos rios portugueses não são águas passadas", conclui a crónica emitida hoje.

Subscrevo, evidentemente.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

"O RIO" de Jez Butterworth, encenação de Jorge Silva Melo da companhia Artistas Unidos

"E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa." - Jez Butterworth, O Rio


"Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.", pode ler-se no site.

Esta peça de teatro dos "Artistas Unidos", encenada por Jorge Silva Melo, estreará dia 14 de Setembro e estará em cena no Teatro da Politécnica até 22 de Outubro. Lá estarei, se não na estreia, numa das apresentações seguintes.