sexta-feira, 19 de maio de 2017

"Investimento de 7 milhões para levar água a todo o concelho só é comparável ao tempo de Abílio Curto, diz Álvaro Amaro", in Rádio Altitude

A poluição do rio Noéme também já vem desde o tempo de Abílio Curto. Entretanto muito dinheiro foi gasto, muitos focos de poluição resolvidos, entrámos na CEE e no Euro, fomos campeões da Europa e do Festival da Canção mas...

O Rio Noéme continua poluído!

Ler/ouvir a notícia aqui.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

"Escrito na água" de Paula Hawkins

Para se associar aos festejos do 8º aniversário das "Crónicas do Noéme", Paula Hawkins, autora do best-seller "A rapariga no comboio" lançou o livro "Escrito na água".

"Cuidado com as águas calmas. Não sabemos o que escondem no fundo. Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas. Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida? Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície."

O que está escrito nas águas do rio Noemi? Não sabemos, mas nada está escondido no seu fundo. Está tudo bem à mostra.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Calzedonia - serie Noemi

Para se associar aos festejos do 8º aniversário das "Crónicas do Noéme", a Calzedonia lançou a linha de biquinis "Noemi", muito úteis para os mergulhos do próximo Verão no nosso Rio. Sob o lema: "meet our girl gang".



sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Usam os povos livremente as suas águas" - 8º Aniversário do blogue

"Usam os povos livremente as suas águas", escrevia o pároco do Rochoso no inquérito de 1758 que ficou conhecido como "Memórias Paroquiais". Infelizmente não podem dizer o mesmo os povos do Noemi.

Faz hoje 8 anos que escrevi o primeiro post neste blogue. Longe de mim pensar que houvesse necessidade de o manter durante tantos anos. Constata-se que faz hoje tanta falta como no primeiro dia. Passaram-se três mandatos autárquicos e nenhum dos titulares do cargo mandou fechar a conduta que despeja efluentes no rio Diz.

Este problema só será resolvido quando houver a percepção que as eleições se podem perder por haver um rio poluído na Guarda. De facto, as eleições já não se ganham ou perdem nas aldeias e é por isso imperativo que todos os Cidadãos do Concelho se empenhem nesta luta, reinvidiquem e mostrem ao Poder que este problema (um dos mais graves do Concelho) tem de ser resolvido imediatamente.

Aproxima-se o circo eleitoral, esperamos pela discussão de ideias, mas não apresentem projectos de despoluição do rio que dependam de milhões de euros que não existem. O problema começará a resolver-se no dia em que não haja mais descargas no rio Diz, na conhecida conduta. Vamos ver quem será capaz de assegurar aos Cidadãos da Guarda que essa será a primeira medida do novo mandato.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cartografia da Água (5)

O ribeiro da Quelha corre quase todo o ano, passando-se quando tem muita água a pé. Irriga os lameiros vizinhos, vai ter ao Enchido, é encaminhada pelo campo de futebol até à lavagem e segue para o ribeiro dos Freixos. Zona de abundante água, a paisagem é verde preenchida com muitos freixos.









domingo, 7 de maio de 2017

Cartografia da Água (4)

A Fontinha da Vila é uma presa situada na orla poente da povoação, no caminho dos Lamaceiros. Junto ao caminho, dava de beber aos animais. 



A poucos metros, encontra-se a Lagoa dos Lamaceiros. A paisagem desta zona é constituída por lameiros, alguma terra de cultivo, freixos e carvalhos.






sexta-feira, 5 de maio de 2017

Resposta da Casa Civil da Presidência da República


(Carregar na imagem para ampliar)

Cartografia da Água (3)

O Ribeiro das Naves tem este ano pouca água (dizem os agricultores que o caudal que tem hoje é equivalente num ano normal ao que teria o mesmo em finais de Julho). À beira do caminho dá de beber aos animais que passam e mantém verdes alguns lameiros próximos.




Como se pode ver nas imagens, afastando-se do ribeiro a paisagem verde dos lameiros começa a dar lugar a cabeços mais secos, e os freixos começam a dar lugar a carvalhos e arbustos.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cartografia da Água (2)

Tentarei fazer um exercício informal (sujeito a ser complementado) daquilo que entendo ser a "Cartografia da Água", usando como exemplo o Rochoso (peço desculpa aos meus leitores que não estejam familiarizados com os locais mencionados). Nas fotografias que apresentarei, tiradas em Abril deste ano, os vê-se pouca ou nenhuma água. Propositadamente para ilustrar o grave problema de falta de água que sentimos.
O Rochoso tem dois cursos de água principais: o Rio Noéme a Sul, a Ribeira das Cabras a Norte. A Norte e a Poente da povoação a geografia dominante é o planalto granítico enquanto que a Sul se situam os terrenos mais produtivos. A nascente a natureza é constituída por terrenos de cultivo e floresta. Dois ribeiros nascem e complementam-se junto à povoação, crescem e vão ter ao Noéme: o Ribeiro dos Freixos e o Ribeiro das Naves. As águas que andam à superfície na orla poente alimentam a Lagoa dos Lamaceiros e a chamada Fontinha da Vila (uma presa no caminho onde os animais bebiam). Todas essas águas descem por caminhos públicos, terrenos e lameiros privados e vão ter pelos Linhares ao caminho da Quelha, ao Enchido e formam o Ribeiro dos Freixos, que alimenta o Ribeiro das Naves que vai ter ao Rio Noéme. As águas que andam à superfície na orla norte, alimentam o Fontanhão, outra presa à beira do caminho onde os animais bebiam. 
Dentro da povoação, o Largo da Aldeia tem um chafariz de início de século XX e a imemorial Fonte Carvalha, a Relonga tem uma fonte de mergulho. O Outeiro de Baixo tem um chafariz e uma fonte de mergulho e o Outeiro de Cima tem outro chafariz.
Sabendo-se onde está a água, componham-se os caminhos com as valetas bem feitas, desobstruam-se as regueiras e os aquedutos, limpem-se as presas e as fontes, encaminhe-se a água para que chegue ao seu destino sem se perder, construam-se represas que aproveitem as águas pluviais, lavrem-se os terrenos, plantem-se espécies que favoreçam a retenção de águas... 
É isto que também está por fazer. Dá trabalho e não se compadece com festanças, mas os eleitores hão-de perceber a diferença.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

"FIT 2017: Anúncio 2 – O Rio Noéme", in Sol da Guarda

Pode ler-se no Sol da Guarda.

Cartografia da Água (1)

É sabido que a Água é o bem mais precioso. São alguns os estudos que dizem que 20% do território português está desertificado e 40% exposto ao problema. Partes do Mundo (África, Ásia e América do Sul e Central têm escassez de água e não têm água canalizada. A ONU decretou a década 2018 - 2028 "Água como fonte para o desenvolvimento sustentável".
Na Guarda, onde o saneamento básico chegou nas décadas de 80 e 90 do século passado (e damos isso como adquirido, apesar de ter sido tão recente), destruímos este recurso. Mantemos um Rio continuamente poluído. Não só o poluímos como desaproveitamos este recurso cada vez mais escasso (veja-se este ano e oiçam-se os agricultores). Defendo pois, que para que se aproveite a Água, se conheça e se saiba onde está - a "Cartografia da Água".
Sabemos que no concelho da Guarda nascem três Rios: Mondego, Zêzere e Noéme (este último desagua no Côa, que posteriormente vai ao Douro). Mas sabemos que ribeiras, ribeiros, fontes, lagoas, presas alimentam esses cursos de água? É este o trabalho que deveria ser feito, indo ao terreno, ouvindo os mais velhos das nossas aldeias, usando as tecnologias de informação geográfica existentes e produzindo conhecimento para depois se trabalhar.
Ir em busca da Água do concelho: dá trabalho, é preciso gostar-se e não oferece fotografias para like no Facebook, mas seria porventura um dos  trabalhos a fazer-se urgentemente.