Acto 1 - O Crime
Lá p'ros lados da ribeira
O Galo foi passear
Fanfarrão fora da capoeira
Bem alto começou a cantar.
Vistoso de penas brilhantes
A atenção logo chamou
Duma pequena galinha d'água
Que naquele instante logo se enamorou.
O pai da galinha d'água
Não aprovou a união
E ameaçou, p'ra quem quis ouvir
Depenar o charlatão.
O Galo sem maneiras
A galinha d'água foi raptar
Ao fugir da ribeira com ela
Um pregão deixou no ar:
"Na capoeira deixo galinha velha
E pintos por criar
Levo esta pequena comigo
E deste sítio me hei-de vingar!"
"Há-de morrer tudo à volta
A água preta há-de ficar
Do cheiro nem sequer falo
Vomito, só de pensar!"
Nota: Romance em três actos (Acto 1 - O Crime, Acto 2 - O Castigo, Acto 3 - O Testamento ) a publicar hoje, amanhã e depois, baseado nos romances antigos do Carnaval da região da Guarda.
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