sexta-feira, 27 de setembro de 2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Candidatura PSD/CDS à Câmara Municipal da Guarda

Tão relevante como aquilo que é dito em campanha é aquilo que não é dito. O programa eleitoral do PSD/CDS à Câmara Municipal da Guarda não refere em nenhuma parte o problema de poluição do rio Noéme. Nem o problema nem a solução. O candidato também não respondeu às questões que lhe enviei.

Não sei quem elaborou o documento, mas se fosse pública essa informação talvez ajudasse a compreender porque é que o principal problema ambiental do concelho da Guarda não é referido. Contudo quem dá a cara por esse programa é o candidato a presidente que não quer ser vereador. Ele é que tem de ser responsabilizado.

Desconhecimento? Não creio. Nos últimos quatro anos o tema foi bastante referido na Comunicação Social, vários presidentes de Junta de Freguesia bateram-se pela resolução do problema (eleitos em listas do PSD e do PS, porque gostam das suas terras), foi falado em Assembleia Municipal e o próprio vereador Rui Quináz  (do PSD na última legislatura), honra lhe seja feita, o levou a reuniões do Executivo. A diferença é que ele é de cá e aprendeu a nadar no Noéme ao contrário do "candidato franchise".

Acontece é que esse é um problema que talvez o "candidato franchise" não possa/saiba/queira resolver. Ou talvez não seja importante em seu entender. Decerto muita gente pensará o contrário.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Esclarecimentos dos candidatos sobre a poluição do rio Noéme

Só as candidaturas da CDU, do Bloco de Esquerda e do PCTP/MRPP responderam às questões que coloquei sobre a poluição do rio Noéme. Recordo que essas questões foram enviadas por email a 24 de Julho e tornadas públicas na comunicação social a 30 de Agosto.

Podem consultar-se as posições assumidas por cada um nos links abaixo:
CDU - aqui
Bloco de Esquerda - aqui.
PCTP/MRPP - aqui

Dos restantes candidatos não se lhe conhecem as ideias. PS e PSD nada têm a dizer.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Resposta de Eduardo Espírito Santo, candidato do PCTP/MRPP à Câmara Municipal da Guarda

Caro Márcio Fonseca,

Pedindo desculpa pelo atraso com que o faço, venho, na minha qualidade de cabeça-de-lista da candidatura do PCTP/MRPP à Câmara Municipal da Guarda, responder às questões que colocou sobre a (des)poluição do rio Noéme. Vou fazê-lo de uma forma abrangente, procurando mesmo assim contemplar os diversos temas por si referidos.

Em primeiro lugar, duas notas introdutórias. Como deve saber, o PCTP/MRPP, apesar de ter soluções concretas para a generalidade dos problemas que afectam os cidadãos da Guarda, não recebeu ainda, por parte desses cidadãos, a responsabilidade da resolução de tais problemas. Por esta razão, muita informação relevante não nos é fornecida (e muito menos o é ao cidadão comum) pelos partidos que dirigem os órgãos autárquicos, bem como pelas empresas e instituições que são agentes ou dão cobertura aos atropelos feitos ao ambiente.
           
Com o conhecimento que tenho destes assuntos, procurarei mesmo assim responder às suas questões. Como sabe, as câmaras municipais entregaram muitas das suas competências em matéria de água e saneamento às empresas que fazem parte do universo da Águas de Portugal. Assim, o município da Guarda ficou, a partir de 2000, integrado na empresa Águas do Zêzere e Côa, com contrato, salvo erro, com a duração de trinta anos. Na altura da celebração deste contrato, a Águas do Zêzere e Côa comprometeu-se a gastar 27 milhões de euros para a requalificação ambiental no concelho e para outras acções de âmbito sócio-económico na região. Não dispomos de informação sobre o cumprimento destes compromissos por parte da empresa em questão.
            
Assim sendo, uma parte importante dos problemas levantados nas questões que coloca são da responsabilidade directa da Águas do Zêzere e Côa e da responsabilidade indirecta da Câmara Municipal que com ela celebrou o mencionado contrato. É de referir neste ponto que, a partir de 2014, está prevista a fusão das diversas empresas que fazem parte do universo da Águas de Portugal, sendo intenção do governo PSD/CDS cometer o crime de privatizar essa empresa única. As implicações desta medida na resolução de problemas como o da despoluição do rio Noéme serão certamente muito negativas.
            
Penso que a Câmara Municipal da Guarda deve ser chamada à sua responsabilidade no que diz respeito aos erros de construção e de localização de algumas ETAR. Por outro lado, a partir de informações que pude recolher de alguns cidadãos de alguma forma ligados a estes problemas, parece-me que a rede em baixa do saneamento no concelho tem um mínimo de adequação e não põe em causa o ambiente.
            
No que respeita, em concreto, à despoluição do Noéme, tudo indicaria que os erros e atrasos verificados nessa acção urgente são da responsabilidade directa da Águas do Zêzere e Côa, com uma responsabilidade apenas indirecta do município. Acontece, todavia, que uma notícia recente veio informar-nos que a Câmara Municipal da Guarda tem um projecto para esse fim, com o qual pensa gastar uma quantia próxima dos 200 mil euros.
            
Nesta situação, apenas lhe posso garantir o seguinte: caso seja eleito no sufrágio do próximo dia 29 de Setembro para a Câmara Municipal da Guarda, serei intransigente na procura de resolução deste problema e na responsabilização das diversas partes nele envolvidas.
            
Queira aceitar as minhas mais sinceras

                                               Saudações Democráticas,

                                               Eduardo Espírito Santo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"Não preciso aproximar-me com dois passos" de António Ramos Rosa

Não preciso aproximar-me com dois passos vacilantes 
tenho ainda tempo de vos enviar um vislumbre 
do fogo do meu rio 
onde os animais se desalteram 
onde as estrelas da noite ainda cintilam 
e os frémitos dos pássaros agitam as cinzas e as pedras

Este rio tem o suor do meu sangue 
mas também a luz frágil das minhas feridas 
que desce os declives verdes 
e ascende pelo espaço 
entrando na nebulosa do vento 
e indefinidamente 
como a respiração do mundo 
dissemina nos bairros o seu fogo vivo

Esse vislumbre vem de um país ferido 
desconhecido 
vem do homem que vos escreve 
porque não tem qualquer mensagem para vos dar

O meu vislumbre 
não é o sinal com um sentido 
é um poema 
que ninguém pode soletrar 
como um abecedário 
podem lê-lo claramente 
à luz da sua claridade indefinível 
As vossas portas hão-de ficar inteiras 
mas este vislumbre será para vós inesquecível.

António Ramos Rosa

sábado, 21 de setembro de 2013

Numa terra civilizada

Numa terra civilizada um problema como o do rio Noéme podia dar para se ganharem ou perder eleições.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Descarga no rio Noéme

Se os candidatos quiserem ver, antes de almoço estava a ocorrer uma descarga no rio Noéme na zona da Gata. É cada vez mais difícil fotografar ou filmar devido à vegetação existente no leito do rio mas é bem visível o lamaçal em que aquilo se tornou.