domingo, 20 de fevereiro de 2011

"A embriaguez da água", de Susana Neves


Publicada na edição de Fevereiro da revista Tempo Livre do INATEL

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Petição Pública "Em defesa do Noéme"

A petição pública encontra-se aqui

É importante mostrarmos a força da Cidadania. Todas as assinaturas são necessárias.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ai muito me tarda... o rio Noéme despoluído

A carta que ontem divulguei no blogue foi enviada ao Governador Civil da Guarda no dia 12 de Dezembro passado. Escrevi esta carta porque o problema do rio Noéme não é somente um problema do Rochoso ou da Guarda. É um grave problema do Distrito.

A irresponsabilidade que por aqui se vive em relação a este assunto ("faz não faz a obra", "no ano passado", "a breve trecho") é insustentável. Na semana passada voltou a haver uma forte descarga poluente cujos efeitos se fizeram sentir no concelho de Almeida (conforme se pode ver nas fotografias aqui publicadas).

É certo que o Governador Civil não tem poder executivo. Mas tem certamente poder de influência. Este problema afecta as populações dos concelhos da Guarda, Almeida e Sabugal. O rio Noéme poluído desagua no rio Côa. A resolução deste problema passa por diversas entidades algumas das quais estão sob alçada da Administração Central e do governo que representa no Distrito. Na altura em que enviei a carta não era ainda conhecido o ofício da ARH Norte que proibia terminantemente qualquer descarga doméstica ou industrial no rio Noéme. Actualmente e apesar desse documento o rio continua a ser agredido.

Já alguma vezes vi o Governador Civil da Guarda manifestar-se sobre o que se passa no Distrito. Não raras vezes o vi envolver-se activamente nalgumas causas ou preocupações das gentes da Guarda. Ainda na semana passada organizou um encontro de personalidades oriundas do Distrito onde se discutiram estratégias de desenvolvimento. Desta vez e sobre este assunto não tenho conhecimento que tenha feito alguma coisa ou sequer ter dirigido uma palavra.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Carta aberta ao Governador Civil da Guarda

Exmo. Senhor Governador Civil da Guarda

A poluição do Rio Noéme é um assunto grave que continua sem resolução. Arrasta-se há demasiado tempo em prejuízo das populações. É um crime ambiental e sobretudo um atentado a saúde pública. Não é possível determinar as consequências na saúde das gerações vindouras. No entanto sabemos as consequências na actualidade: um rio morto, sem qualquer tipo de vida animal, um ecossistema, outrora rico, completamente destruído, terrenos agrícolas que não podem ser rentabilizados por ser impossível semeá-los... toda a memória de uma população que se perde.

O Rio nasce em Vale de Estrela (no concelho da Guarda) e grande parte do seu leito atravessa aldeias deste concelho. Mas continua também nas aldeias do concelho do Sabugal e de Almeida. As entidades oficiais (Câmara Municipal da Guarda logo em primeiro lugar) têm-se demitido de intervir, quer punindo devidamente os infractores , quer garantindo de uma forma pro-activa a defesa do rio construindo as infraestruturas necessárias para que os efluentes domésticos e/ou industriais não contaminem o ambiente. Mas não é só a Câmara Municipal da Guarda: ARH Norte e Centro, CCDR Centro, Ministério do Ambiente... todos estas entidades têm conhecimento do problema e até hoje nada fizeram para o resolver. Todos são cúmplices deste crime e todos vão um dia responder por ele.

"Para mim, um político é alguém que, acima de tudo, tem de estar sempre disponível para servir, para estar ao serviço da sua terra e dos seus conterrâneos" - V. Exa. proferiu estas palavras na tomada de posse do cargo que hoje ocupa. Acredito que o seu passado de autarca cujas funções implicaram proximidade com as populações o sensibilize para este problema. Sei que se preocupa com os problemas do mundo rural e a desertificação do Interior. As populações do Interior têm direito a usufruírem dos seus recursos e vão endurecer as formas de luta. Peço a V. Exa que reúna as entidades locais e nacionais e se chegue a uma solução para o problema.

Este crime ambiental é um dos mais graves problemas do Distrito da Guarda. Deve ser tratado com a máxima prioridade. Esta situação é indigna de um país que se diz civilizado e envergonha o nosso Distrito. Acredito que com a boa-vontade de todos se resolva dentro de portas sem necessidade de recorrermos a instâncias comunitárias.

Os mais respeitosos cumprimentos,

Márcio Fonseca

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Será um guarda-rios?

O único habitante do Noéme, segundo o autor da foto, António Monteiro do Monteperobolso.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quanto custa?

Pergunta muito directa: quanto custa fazer o apregoado colector municipal e encaminhar os efluentes industriais para a ETAR de S. Miguel (ou para outro destino)?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vigilantes do Noéme

Para ser vigilante do Noéme basta:

- Estar atento ao que se passa ao longo do rio. Cada um na sua aldeia pode vigiar o rio: ver se tem espuma, ver a cor do seu leito, aferir o mau cheiro..

- Denunciar sempre que aconteçam descargas poluentes no Rio. Pode fazer-se ligando para o 808200520 ou online. Esta denúncia tem sempre resposta por parte do SEPNA e assim garante-se que a situação é investigada e os poluidores são multados. Quando as multas começarem a ser pagas todos os responsáveis pela poluição do Noéme estes começarão a pensar duas vezes antes de voltarem a fazê-lo.

- Tirar fotos e/ou vídeos e publicá-las na página do Facebook do "Crónicas do Noéme" ou enviar por email para este blogue. Aqui garantidamente serão publicadas. Também podem ser enviadas para as entidades locais e nacionais e a comunicação social.

O objectivo? Vencê-los pela força. Quantas mais denúncias houver mais força temos. Já há muita gente a fazer isso, a ser um "Vigilante do Noéme". 

Nota: a propósito do post anterior e das fotos tiradas no Monteperobolso, no dia 06 de Fevereiro. Para haver espuma no rio houve certamente uma descarga poluente por estes dias. Ouvi também dizer, que voltou a sentir-se o cheiro a podre junto à Gata. 

Às autoridades que leiam o blogue, façam lá o favor de ver o que se está a passar.