domingo, 20 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Bandeira Azul, Noéme - uma estratégia ambiental para o concelho
Foi amplamente noticiado na semana passada que as praias fluviais de Aldeia Viçosa e Valhelhas voltaram a receber a Bandeira Azul pela excelência das suas águas e das zonas envolventes. Lê-se na imprensa que Aldeia Viçosa "é muito procurada, com benefícios para o comércio local e aldeias vizinhas (...) e que tem havido o interesse de muitas pessoas em ter uma casa de férias em Aldeia Viçosa.". Já o autarca de Valhelhas diz: "a freguesia tem um dos melhores espaços em termos de turismo e lazer ambiental da Beira Interior”. Um espaço que, segundo o autarca, de Maio a Setembro do ano passado, recebeu mais de 120 mil pessoas, entre utilizadores da praia, campistas e turistas." Estamos a falar de duas freguesias que em conjunto tinham 920 habitantes nos Censos de 2001. Os autarcas orientaram as estratégias de desenvolvimento das suas freguesias para a valorização de um recurso natural que possuem. Esperam (e estão a conseguir) criar postos de trabalho, riqueza e trazar gente para as suas terras. Por enquanto, temporariamente, talvez um dia em definitivo. Estão pois de parabéns as freguesias e o município pelo investimento aí realizado.
As freguesias rurais banhadas pelo Noéme tinham em 2001 cerca de 1500 habitantes. A tendência será esse número descer nos próximos Censos. Foram esquecidas pelo Poder. Um dos recursos que poderia atrair valor a essas freguesias está destruído. Outros, como sejam a agricultura e a floresta, por falta de investimento e de mão-de-obra estão abandonados. Há determinadas zonas cujos acessos às freguesias são miseráveis. As bermas das estradas, completamente descuidadas e sem qualquer limpeza da vegetação, tornam-se combustível para os fogos florestais. Este cenário afasta as pessoas que até no Verão deixam de regressar à origens. Perde-se com isso o Património e a Memória. É comum dizer que o País anda a duas velocidades: neste caso até num concelho pequeno se anda de forma diferente. Muitas vezes para trás.
O Noéme poderia ser uma alavanca de desenvolvimento para estas aldeias. As freguesias recuperaram as zonas envolventes com a esperança de um dia o rio voltar a ser frequentável. O turismo do Noéme nunca poderia ser um turismo de massas. O Noéme teria de ser um local de visita dos amantes da Natureza. Daqueles que andam nos caminhos e querem ser surpreendidos pela fauna; daqueles que procuram recantos mágicos para um mergulho; daqueles que gostam de tranquilamente se deitar à sombra de um amieiro... Mas este perfil de viajante, de caminheiro, de aventureiro existe e um Noéme limpo poderia trazê-lo à Guarda e às suas aldeias. Um Noéme limpo poderia reanimar as agriculturas. Um Noéme limpo poderia trazer gente para o concelho (temporariamente no início; em definitivo talvez) e com isso se ganharia massa crítica. Valor porventura.
Em conclusão: a morte do Noéme não é só um grave problema ambiental e de saúde pública. É um grave problema que pode ser económico também se pensarmos nele dessa forma. É incoerente num concelho que se quer afirmar como destino turístico na zona Centro, longe das praias dos Algarves, deixar ter uma situação dessas às suas portas.O concelho é pequeno e por isso a sua estratégia ambiental (será que tem? ou são só iniciativas avulso) tem de ser coordenada como um todo.
O nosso concelho ostenta hoje três bandeiras: duas de cor Azul e uma Negra! Infelizmente.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Passeio Pelo Noéme Contra a Poluição
O passeio realizado no domingo contou com cerca de 70 pessoas entre os que passearam de facto e os que trataram da logística. Uns saíram da Estação, outros foram-se juntando a nós. As aldeias afectadas estiveram representadas e apareceram crianças e pessoas mais velhas. Todas elas com o objectivo comum: ver a poluição.
(1.Na estação da CP; 2.Na Gata)
Quase todas elas tinham uma história para contar: "já vi espuma ali"; "cheira muito mal acolá"; "vi pássaros mortos naquele sítio"; "peixes nunca mais se viram aqui"... Os que não conheciam a dimensão do problema ficaram sensibilizados para a causa. Neste aspecto foi cumprido o objectivo.
Participaram também representantes da delegação da Quercus na Guarda e uma equipa de reportagem de O Interior que fez grande parte do trajecto conosco.
(3. No Rochoso)
Em breve publicarei as fotos do passeio.
sábado, 12 de junho de 2010
Biodiversidade no Rio Diz
Estou no Café Concerto do TMG a ver a exposição de fotografia "Biodiversidade no Rio Diz" organizada conjuntamente pelo 12º C da Escola Secundária da Sé e TMG.
Cito do caderno de programação do TMG: "Um grupo de alunos realizou um trabalho fotográfico centrado na zona envolvente do Rio Diz, para explicar por imagens o que é a Biodiversidade".
Passeio Pelo Noéme Contra a Poluição
É já amanhã, domingo, às 08:30 na Estação da CP da Guarda.
As previsões meteorológicas apontam para uma melhoria do estado do tempo. Recordo que há dois anos fizemos este passeio no mês de Abril com galochas calçadas e caminhos totalmente alagados.
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