quinta-feira, 29 de setembro de 2016

"Arouca: renascer junto ao rio indomável", de Viriato Soromenho-Marques in Diário de Notícias

"Arouca tem baseado a sua política municipal numa aliança entre património ecológico e património geológico. O museu das tribolites, as pedras parideiras, a queda de água da Mizarela, ou a serra da Freita, fazem parte da iconografia de um território que conquistou o privilégio de pertencer ao restrito clube da rede global dos Geoparques da UNESCO. Mas os Passadiços do Paiva são a marca por excelência da capacidade de não sucumbir aos golpes, por mais duros que sejam."

Modos diferentes de pensar o Ambiente e encarar os problemas: perante a tragédia a Câmara Municipal agiu de imediato e reabriu 4 km de troço dos Passadiços do Paiva.

Pode ler-se a notícia completa aqui.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

E a poluição no rio Noéme, senhor presidente, também é uma rasteira à Guarda?

Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, considera a providência cautelar para evitar o abate de árvores no Parque Municipal "uma rasteira à Guarda". Refere ainda que "o protesto é político e não vai reavaliar nada".

Numa conferência de imprensa convocada para reagir à decisão do Tribunal, está resumido todo um mandato autárquico e toda uma postura do poder vigente.

Sobre o Noéme não fala. Sobre o Noéme esconde-se. Talvez seja também uma rasteira à Guarda.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Quantas ribeiras tem a Guarda, senhor presidente?

Temos escutado muito pouco sobre Ambiente neste último mandato autárquico. E quando se ouviu alguma coisa foi por más razões: lembro-me de repente do abate das árvores da Avenida Cidade de Salamanca e recentemente do Parque Municipal ou do continuado adiamento e conivência face ao crime perpetuado contra o rio Noéme.

Creio mesmo que Álvaro Amaro nunca fez alguma proclamação, nem mesmo bacoca, sobre planeamento do território, valorização dos produtos endógenos, agricultura, protecção do ambiente e meio rural. Ou o que fazer desta terra tão rica, mesmo quando a tentam fazer pobre. 

Será por desinteresse ou por falta de conhecimento? Ao fim de quase um mandato, mesmo caindo de para-quedas na Guarda, já teve tempo de conhecer um pouquinho mais do concelho que governa fora das patuscadas que tem patrocinado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O crime do Noéme só se resolve se...

- As freguesia afectadas tiverem coragem de boicotar as eleições até deixar de haver descargas poluentes;

- Um presidente em exercício perder as eleições por causa disso;

- Algum Tribunal pegar no assunto e castigar exemplarmente os culpados.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os significados da "Mão" (2)


Quisessem os poderes e a Mão também poderia significar um "alto e pára o baile". Um "BASTA!" de impunidade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

"A descarga deliberada", in Sinais (TSF) de Fernando Alves

"Os casos de crime ou de negligência ambiental nos rios portugueses não são águas passadas", conclui a crónica emitida hoje.

Subscrevo, evidentemente.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

"O RIO" de Jez Butterworth, encenação de Jorge Silva Melo da companhia Artistas Unidos

"E no dia seguinte voltei ao rio, tirei as minhas roupas e mergulhei, procurei os peixes e não os consegui encontrar mas quando voltei à tona estava a segurar alguma coisa. Outra coisa." - Jez Butterworth, O Rio


"Um pescador sem nome traz uma mulher sem nome até à sua cabana perto do rio. Ele diz à mulher que a ama e que nunca tinha trazido ninguém àquele lugar. Estranhamente, parece-nos que está a declarar-se a duas mulheres de uma só vez. Será que é com a memória de uma mulher que ele fala? Pode essa memória transformar-se? Numa meditação onírica sobre o amor e a saudade, Jez Butterworth torna visíveis os fantasmas de um passado mutável como o fluxo do rio.", pode ler-se no site.

Esta peça de teatro dos "Artistas Unidos", encenada por Jorge Silva Melo, estreará dia 14 de Setembro e estará em cena no Teatro da Politécnica até 22 de Outubro. Lá estarei, se não na estreia, numa das apresentações seguintes.

Os significados da "Mão" (1)


A Mão que anuncia terra franca, onde todo o tipo de crimes contra o ambiente podem ser cometidos?

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Lavar a mão no Noéme


Ou simplesmente lavar as mãos e deixar continuar o crime.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Carta aberta ao presidente da Câmara Municipal da Guarda

Conta-se que um dia Jean Monnet, já velhote, pediu a um seu trabalhador que plantasse um carvalho na quinta onde vivia. O trabalhador alertou que se deveria plantar outro tipo de árvore, de crescimento mais rápido, porque já não era jovem e corria o risco de não ver o carvalho medrar. "Plante-se ainda antes da hora de almoço", disse sem hesitar o ancião ao trabalhador.

Estamos a entrar no último ano do seu mandato autárquico e não conseguiu ou não teve vontade de arranjar uma solução para despoluir o rio Noéme. Sendo o problema complexo, tinha de ter sido a primeira prioridade. Contam-se pelos dedos de uma mão as suas intervenções sobre o assunto; quanto aos actos concretos, falam por eles as descargas poluentes que fomos testemunhando. Nunca foi para si senhor presidente algo de importante a fazer. Inexplicavelmente ou talvez não.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento informaram-nos em Agosto (de 2015!!) que já estaria instalado um painel de sondas para medição do efluente da fábrica de forma a puder ser conduzido para a ETAR de São Miguel. Faltariam uns ajustes definitivos... Passou um ano e continuamos sem saber em que estado está o processo mesmo com repetidos pedidos de esclarecimento.

Diga-nos senhor presidente: até quando teremos de continuar a moer-lhe o juízo com este assunto? Ou está convencido que este problema não estará na memória das pessoas na altura de depositarem o voto na urna?

(Carta enviada por email ao presidente da Câmara Municipal da Guarda, no dia 3 de Setembro de 2016)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quanto do dinheiro gasto em rotundas daria para a despoluição do rio Noéme?

O presidente da Câmara da Guarda encontrou um novo de modelo de desenvolvimento regional e tem apostado fortemente na ornamentação de rotundas e respectiva inauguração com pompa e circunstância. Abra-se um qualquer jornal da década de 80 e reconheceremos nas fotografias o estilo e as pífias figuras, com claro prejuízo neste caso para a Guarda.

Também o rio Noéme continua poluído apesar do dinheiro despejado pela CEE para que se escondessem e tratassem as misérias. Gente asseada não podia continuar a despejar o penico ora na rua, ora no ribeiro. O penico doméstico talvez, porque o industrial continuou a ter como destino as águas do rio. Num Verão em que tanto se falou de sanções e de castigos, não seria má ideia que alguém pusesse mão nisto.

Se rios poluídos e rotundas são coisa dos anos 80 o mesmo não acontece com os recursos financeiros. Não há neste momento o dinheiro que naquela época chegava todos os dias a Portugal. Sendo assim é necessário fazer escolhas e questionar qualquer cêntimo gasto pela Câmara Municipal da Guarda. Seja 10 ou seja 1000, urge perguntar: 

- A quem serve isto? 
- O que se faria com este dinheiro aplicado em planeamento ambiental e do território e concretamente na despoluição do rio Noéme?



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Custe o que custar, gostem ou não os beneficiados

Mais do que palavras vãs de campanha eleitoral (olhe que ainda falta um ano senhor presidente!), gostaria que Álvaro Amaro pusesse fim às descargas poluentes na conduta municipal da Gata e despoluísse o rio Noéme.

"Custasse o que custasse; gostassem ou não os beneficiados".

quinta-feira, 1 de setembro de 2016